Capítulo 38: Canções do Primogênito
Deornoth acordou na escuridão gélida, suando. O vento sibilava e uivava lá fora, arranhando as janelas fechadas como uma revoada de mortos solitários. Seu coração disparou ao ver a forma escura pairando sobre ele, silhuetada pelas brasas da lareira.
— Capitão! — era um dos seus homens, a voz um sussurro de pânico. — Tem alguém vindo pelo portão! Homens armados!
— Pela Árvore de Deus! — praguejou, calçando as botas com dificuldade. Vestindo a cota de malha, pegou a bainha e o capacete e seguiu o soldado para fora.
Mais quatro homens estavam amontoados na plataforma superior da guarita, encolhidos atrás da muralha. O vento o empurrou, fazendo-o cambalear, e logo depois se agachou.






