segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Walk the Darkness Down — Capítulo 09-10

Capítulo 09: Levi


Uma fumaça começava a se avolumar, espessa e implacável como o punho de um brigão, vinda da cocheira de Hayward, no fim da cidade. Mal conseguia se lembrar do nome do lugar, já tinha passado por tantos. Eram apenas pequenos ossos que se conectavam para formar uma espinha dorsal que vinha quebrando com avidez. Ele era uma sombra longa, tremeluzindo à luz do fogo, avançando em direção ao próximo prédio ao longo da rua deserta. Butler-Ferguson não era uma cidade grande. Mal podia ser chamada de pequena, eram apenas dois acampamentos de mineiros, arruaceiros e prostitutas que haviam se unido e declarado ser uma cidade. O homem alto parou diante das portas de vaivém do saloon. “Cocrane’s Cups”, informava a tábua com a inscrição acima de sua cabeça. Sorriu com o nome. Era bem esperto para um antro de bebida barata numa cidade de merda. Seu rosto era achatado e os olhos bem espaçados, embora a pele estivesse bronzeada pelo sol até um tom de marrom escuro, havia uma faixa pálida sobre o olho esquerdo... Uma cicatriz qualquer. O olho ali alojado era rosado como o de um leitão. Nunca piscava nem se movia, apenas fitava o horizonte. O outro olho, de um azul brilhante, movia-se e dançava como o de uma criança espástica. O homem ficou de pé, com uma mão sobre a arma. Com a outra, segurava a porta enquanto abria levemente a boca e inspirava fundo. A fumaça era densa como molho de carne. Conseguia sentir o gosto do feno e da madeira reduzidos a fumaça e chamas. O cheiro de carne de cavalo assando. Assim que entrou, a música e as vozes cessaram. O homem alto aproximou-se do balcão e apoiou-se neste, fazendo a madeira velha ranger. Examinou o local, que estava quase vazio. Havia menos homens ali do que dedos em suas mãos marcadas por cicatrizes, sem contar os que estavam nos bolsos ou na bolsa a tiracolo. Começou a tamborilar o polegar de uma mão enorme sobre o mogno. O homem calvo atrás do balcão apressou-se em vir até ele e sorriu.

domingo, 1 de novembro de 2026

The Perfect Insider — Capítulo 04

Capítulo 04: O Passado Marrom


Parte 1

— Ele não está no escritório.

Eles ouviram a voz da Sra. Shindo, esposa do diretor, vinda do terminal.

— Obrigado, senhora. Então, ainda deve estar no helicóptero. Vou dar uma olhada. — Yamane respondeu. Todos os outros na sala olharam em sua direção.

— Vou com você. — o Dr. Yuminaga se levantou ao lado de Saikawa. Moe também se levantou em silêncio.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Walk the Darkness Down — Capítulo 07-08

Capítulo 07: Jones


Jones cavalgara por quase doze horas e estava cansado. O traseiro doía, e sentia dores na coluna e nos quadris. Parou junto ao emaranhado de árvores mortas na base da grande formação rochosa que lembrava um molar... Era com isso que a rocha se parecia, um grande dente do fundo da boca. Amarrou o cavalo a um dos galhos mais baixos e pôs-se a juntar gravetos e galhos caídos para fazer e alimentar a fogueira de que precisaria. O estômago roncou, e respondeu com um rosnado, era uma brincadeira entre os dois. Acendeu o fogo e observou as chamas rastejarem, depois cambalearem e, num instante, ganharem força e correrem. Aqueceu as mãos e despejou o feijão na panela. Era o último pote que lhe restava. Despedaçou o último pedaço de carne defumada e o jogou lá dentro. Tirou o cartaz de procurado do colete e o examinou enquanto o feijão fervia. Gravou o rosto do homem na memória. E, sem desviar os olhos das chamas, começou a rasgar o cartaz em pedacinhos.

Depois de reduzir o cartaz de procurado a pedaços e comê-lo junto com a carne e o feijão, o homem de longos cabelos negros e olhar muito triste preparou-se para dormir. Jones tentou puxar a aba do chapéu sobre os olhos, porém não adiantou. Cada estalo da fogueira soava como um tiro perto de seu ouvido. A fumaça que a brisa soprava sobre ele parecia o fantasma de sua mãe, cutucando-o e culpando-o. Virou-se de lado, de costas para o fogo, e olhou para onde a égua estava amarrada. Observou o animal pastando na escuridão. Ouviu um ganido ao longe, seguido por um rosnado mais grave, um latido agudo, e depois o silêncio. Fechou os olhos e começou a contar. Chegou ao número quarenta e três antes de adormecer, quaisquer sonhos que tenha tido não valiam a pena ser lembrados.

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Maou no Ore ga Dorei Elf wo Yome ni Shitanda ga, Dou Medereba Ii — Volume 04 — Capítulo 24.5

Capítulo 24.5: Contos Extras

Uma Demonstração de Gratidão

— Seja grato. Eu me dei ao trabalho de vir até aqui para entregar isto... Por que sou eu quem está agindo de forma arrogante? Ele é um Arquidemônio, não é? Então... Obrigada pelo manto. Não esquecerei a dívida que tenho com você por ter salvado minha vida... Por outro lado, ser modesta demais também é estranho...

Nephteros murmurava consigo mesma na floresta, nos arredores de Kianoides. O manto do Arquidemônio Zagan estava aninhado em seus braços. Poucos dias antes, fora salva por ele durante um certo incidente, e acabou ficando com o seu manto emprestado.

Foi o próprio Zagan quem me pediu para devolvê-lo, então não tenho outra escolha... No entanto, a própria personalidade de Nephteros acabava atrapalhando. Não fazia ideia de como expressar gratidão a alguém. Por esse motivo, permaneceu parada diante do castelo de Zagan, imersa em seus pensamentos, falando sozinha e ensaiando o que diria.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

When Hikaru was on the Earth... — Volume 02 — Capítulo 13

Volume 02: Yugao — Capítulo 13: As desculpas de um nobre

 

É possível recuperar um guarda-chuva perdido há um ano?

 

(Logicamente, deveria ter sido descartado há muito tempo...)

 

No dia seguinte, Koremitsu foi para a sala de aula de Yu.

 

Ambos estavam no primeiro ano do Ensino Médio, mas como havia muitos alunos em seu ano acadêmico, a sala de aula dela ficava muito longe da de Koremitsu, localizada no segundo andar.

 

Havia um suporte para guarda-chuvas na parede lateral do corredor, com dois ou três guarda-chuvas. O tempo estava agradável e a luz solar intensa que entrava pela janela era ofuscante.

 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Walk the Darkness Down — Capítulo 05-06

Capítulo 05: Keaton e Jubal


A dupla estava parada na sombra úmida dos galhos. O ar cheirava a terra molhada e a tatuzinhos-de-jardim. Sob a copa de agulhas e folhas, erguia-se uma casa... Se é que se podia chamá-la assim pela definição mais básica. Uma habitação quadrada. Tábuas pregadas umas às outras para formar uma superfície plana, depois unidas a outras e mais outras, até se ter quatro paredes erguidas e um telhado plano no topo. Criado pela disposição de longos galhos sobre a estrutura, pregados no lugar. Havia facilmente uma dúzia de couros esticados por cima, todos cobertos por uma camada espessa de musgo verde-escuro. Havia uma única janela na frente da habitação, mas não restava vidro algum, apenas teias de aranha grossas e enegrecidas, coalhadas de moscas e vespas mortas. Keaton inclinou-se e tentou espiar lá dentro. Sombras de mãos dadas com a escuridão. Nada em que pudesse focar o olhar ou distinguir. Então virou para o garoto.

— Esta é a sua casa?