Capítulo 04: Uma Tigela de Chá de Calaminta
A luz do sol filtrava-se por entre as nuvens carregadas, caindo de forma amortecida sobre a grande tropa de cavalos e homens encouraçados que subia a avenida principal em direção a Hayholt. O brilho de seus estandartes vívidos era atenuado por sombras irregulares, e o som dos cascos dos cavalos morria na estrada lamacenta, como se aquele exército valente cavalgasse em silêncio pelo fundo do oceano. Muitos dos soldados mantinham o olhar baixo. Outros espreitavam da sombra de seus elmos como homens que temiam ser reconhecidos.
Nem todos pareciam tão abatidos. O Conde Fengbald, prestes a se tornar Duque, cavalgava à frente da comitiva real, sob o estandarte do dragão verde e negro de Elias e seu próprio emblema do falcão prateado. Os longos cabelos negros de Fengbald caíam-lhe pelas costas, presos apenas por uma faixa escarlate atada às têmporas. Ele sorria e erguia o punho enluvado no ar, arrancando vivas das centenas de espectadores que ladeavam a estrada.






