Capítulo 05: Keaton e Jubal
A dupla estava parada na sombra úmida dos galhos. O ar cheirava a terra molhada e a tatuzinhos-de-jardim. Sob a copa de agulhas e folhas, erguia-se uma casa... Se é que se podia chamá-la assim pela definição mais básica. Uma habitação quadrada. Tábuas pregadas umas às outras para formar uma superfície plana, depois unidas a outras e mais outras, até se ter quatro paredes erguidas e um telhado plano no topo. Criado pela disposição de longos galhos sobre a estrutura, pregados no lugar. Havia facilmente uma dúzia de couros esticados por cima, todos cobertos por uma camada espessa de musgo verde-escuro. Havia uma única janela na frente da habitação, mas não restava vidro algum, apenas teias de aranha grossas e enegrecidas, coalhadas de moscas e vespas mortas. Keaton inclinou-se e tentou espiar lá dentro. Sombras de mãos dadas com a escuridão. Nada em que pudesse focar o olhar ou distinguir. Então virou para o garoto.
— Esta é a sua casa?




