Capítulo 42: Sob a Árvore de Udun
— Não se apresse, Elias. — rosnou Guthwulf. — Não se apresse. Naglimund é um osso duro de roer... Duro... Você sabia que seria...
Guthwulf podia ouvir a própria voz arrastada; precisara se embriagar só para encarar seu antigo companheiro. O Conde de Utanyeat não se sentia mais à vontade perto do Rei, e se sentia ainda menos à vontade para lhe trazer más notícias.
— Você teve quinze dias. Eu lhe dei tudo... Tropas, máquinas de cerco... Tudo! — o Rei puxou a pele do rosto, franzindo a testa. Estava abatido e doentio, e não havia encontrado o olhar de Guthwulf. — Não posso esperar mais. Amanhã é a Véspera do Solstício de Verão!
— E que importância tem? — Guthwulf, sentindo-se gelado e enjoado, virou-se e cuspiu o pedaço de raiz de citrino, agora sem gosto, que estava mastigando. A tenda do Rei era tão fria e úmida quanto o fundo de um poço. — Ninguém jamais conquistou uma grande fortaleza em quinze dias, exceto por traição, mesmo que estivessem mal defendidas... Esses homens lutaram como animais encurralados. Tenha paciência, Alteza; paciência é tudo o que precisamos. Podemos fazê-los morrer de fome em questão de meses.






