Mostrando postagens com marcador The Dragonbone Chair. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador The Dragonbone Chair. Mostrar todas as postagens

domingo, 19 de julho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 44

Capítulo 44: Sangue e o Mundo que Gira


O sangue negro do dragão derramara sobre ele, queimando como fogo. No instante em que o tocou, sentiu sua própria vida subjugada. A essência terrível percorreu seu corpo, queimando seu espírito e deixando apenas a vida de dragão. Era como se seu próprio ser tivesse se tornado... No último instante antes da chegada da escuridão... O coração secreto do Verme.




***



A vida lenta e intrincada de Igjarjuk o capturou. Cresceu, mudou, e a mudança foi tão dolorosa quanto a morte e o nascimento.

segunda-feira, 29 de junho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 43

Capítulo 43: A Devastação


O pisco-de-peito-ruivo, com o peito alaranjado brilhando como uma brasa que se apaga, pousou num dos galhos baixos do olmo. Virou a cabeça lentamente de um lado para o outro, examinando o jardim de ervas, e piou impaciente, como se estivesse descontente por encontrar tudo tão desordenado.

Josua observou-o voar, mergulhando sobre o muro do jardim e, em seguida, descrevendo um arco acentuado para cima, ultrapassando as ameias da torre principal. Num instante, tornou-se um ponto preto contra o cinza brilhante do amanhecer.

— O primeiro pisco-de-peito-ruivo que vejo em muito tempo. Talvez seja um sinal de esperança neste obscuro junen.

O Príncipe virou-se, surpreso, e viu Jarnauga parado no caminho, com os olhos fixos no local onde o pássaro havia desaparecido. O ancião, aparentando indiferença ao frio, vestia apenas calças e uma camisa fina; seus pés brancos estavam descalços.

sábado, 27 de junho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 42

Capítulo 42: Sob a Árvore de Udun


— Não se apresse, Elias. — rosnou Guthwulf. — Não se apresse. Naglimund é um osso duro de roer... Duro... Você sabia que seria...

Guthwulf podia ouvir a própria voz arrastada; precisara se embriagar só para encarar seu antigo companheiro. O Conde de Utanyeat não se sentia mais à vontade perto do Rei, e se sentia ainda menos à vontade para lhe trazer más notícias.

— Você teve quinze dias. Eu lhe dei tudo... Tropas, máquinas de cerco... Tudo! — o Rei puxou a pele do rosto, franzindo a testa. Estava abatido e doentio, e não havia encontrado o olhar de Guthwulf. — Não posso esperar mais. Amanhã é a Véspera do Solstício de Verão!

— E que importância tem? — Guthwulf, sentindo-se gelado e enjoado, virou-se e cuspiu o pedaço de raiz de citrino, agora sem gosto, que estava mastigando. A tenda do Rei era tão fria e úmida quanto o fundo de um poço. — Ninguém jamais conquistou uma grande fortaleza em quinze dias, exceto por traição, mesmo que estivessem mal defendidas... Esses homens lutaram como animais encurralados. Tenha paciência, Alteza; paciência é tudo o que precisamos. Podemos fazê-los morrer de fome em questão de meses.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 41

Capítulo 41: Fogo Frio e Pedra Resistente


O sonho foi se dissipando gradualmente, derretendo como névoa, um sonho aterrador em que estava cercado por um mar verde sufocante. Não havia cima nem baixo, apenas uma luz sem origem ao redor e uma horda de sombras cortantes, tubarões, cada um com os olhos negros e sem vida de Pryrates.

Conforme o mar recuava, Deornoth emergiu, de um brusco despertar do sono para um estado de semiconsciência turva. As paredes do quartel da guarda estavam salpicadas de um luar frio, e a respiração constante dos outros homens era como o vento soprando entre folhas secas.

Mesmo com o coração palpitando no peito, sentiu o sono voltando a estender a mão para reivindicar sua alma exausta, acalmando-o com dedos delicados, sussurrando em seu ouvido. Ele começou a recuar, a força da maré do sonho mais suave do que antes. Dessa vez, o vento o levou para um lugar mais luminoso, um lugar de umidade matinal e sol suave do meio-dia: a propriedade de seu pai em Hewenshire, onde crescera trabalhando nos campos ao lado de suas irmãs e irmão mais velho. Uma parte sua não havia saído do quartel... Era antes do amanhecer, sabia, o nono dia de junen... Porém outra parte havia ficado para trás, no passado. Tornou a sentir o cheiro almiscarado da terra revolvida e ouviu o rangido paciente dos sulcos do arado e o chilrear cadenciado das rodas da carroça enquanto o boi a puxava pela estrada em direção ao mercado.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 40

Capítulo 40: A Tenda Verde


— Não, Príncipe Josua. Não podemos permitir que faça uma coisa tão insensata. — Isorn sentou-se pesadamente, apoiando-se na perna.

— Não podem? — o Príncipe ergueu o olhar do chão para o rimmerio. — Vocês são meus guardiões? Sou um regente criança ou um idiota, para que me digam o que fazer?

— Meu senhor... — disse Deornoth, colocando a mão no joelho de Isorn para instá-lo ao silêncio. — Você é o mestre aqui, é claro. Não o seguimos? Não lhe juramos todos lealdade? — cabeças ao redor da sala assentiram sombriamente. — Mas está exigindo muito de nós, deve saber disso. Depois de tamanha traição como a que nos foi feita, realmente acredita que pode confiar no Rei?

— Eu o conheço como nenhum de vocês. — Josua, como se consumido por um fogo interior, saltou da cadeira e caminhou até sua mesa. — Ele quer me matar, é certo, mas não de tal maneira. Não de forma tão desonrosa. Se ele jurar salvo-conduto... E se evitarmos a estupidez óbvia... Então voltarei ileso. Ele ainda quer agir como o Supremo Rei, e o Supremo Rei não mata seu irmão desarmado sob uma bandeira de trégua.

terça-feira, 2 de junho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 39

Capítulo 39: A Mão do Supremo Rei


Simon acordou e percebeu que a luz da caverna havia mudado. O fogo ainda ardia, finas chamas amarelas entre as cinzas brancas, mas as lâmpadas haviam se apagado. A luz do dia filtrava-se pelas frestas do teto, invisíveis na noite anterior, transformando a câmara de pedra em um salão de colunas, luz e sombra.

Seus três companheiros soldados seguiam dormindo, emaranhados em seus mantos, roncando, esparramados como vítimas de batalha. A caverna estava vazia, exceto por Binabik, que estava sentado de pernas cruzadas diante do fogo, dedilhando distraído sua flauta.

Simon sentou-se, ainda sonolento.

— Onde estão os sitha?

Binabik não se virou, porém tocou mais algumas notas.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 38

Capítulo 38: Canções do Primogênito


Deornoth acordou na escuridão gélida, suando. O vento sibilava e uivava lá fora, arranhando as janelas fechadas como uma revoada de mortos solitários. Seu coração disparou ao ver a forma escura pairando sobre ele, silhuetada pelas brasas da lareira.

— Capitão! — era um dos seus homens, a voz um sussurro de pânico. — Tem alguém vindo pelo portão! Homens armados!

— Pela Árvore de Deus! — praguejou, calçando as botas com dificuldade. Vestindo a cota de malha, pegou a bainha e o capacete e seguiu o soldado para fora.

Mais quatro homens estavam amontoados na plataforma superior da guarita, encolhidos atrás da muralha. O vento o empurrou, fazendo-o cambalear, e logo depois se agachou.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 37

Capítulo 37: A Caçada de Jiriki


Simon encarou, impotente, a ponta de flecha negra, o trio de rostos magros. Seu maxilar tremia.

— Ske’i! Ske’i! — gritou uma voz. — Pare!

Dois dos sitha se viraram para olhar para a colina à direita, mas aquele que segurava friamente o arco curvado não hesitou.

— Ske’i, ras-Zida’ya! — gritou a pequena figura e então, saltando para a frente, rolou na neve, parando finalmente em uma nuvem de pó brilhante a poucos passos de Simon.

Binabik se ajoelhou aos poucos, coberto de neve como se tivesse sido enfarinhado por um padeiro apressado.

sábado, 16 de maio de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 36

Capítulo 36: Feridas Recentes e Cicatrizes Antigas


Os cavalos estavam bastante assustados com Qantaqa, então Binabik cavalgava a grande loba cinzenta bem à frente de Simon e dos outros, carregando uma lâmpada protegida para iluminar o caminho na escuridão densa. Enquanto a pequena comitiva seguia pela encosta das colinas, a luz trêmula oscilava à sua frente como uma vela de cadáver.

A lua se escondia em seu ninho de nuvens, e o progresso era lento e cauteloso. Entre o ritmo suave e trotado do cavalo e a sensação de seu dorso largo e quente, Simon quase adormeceu várias vezes, apenas para ser despertado abruptamente por dedos finos e arranhando seu rosto, os galhos de árvores próximas. Havia pouca conversa. De vez em quando, um dos homens sussurrava uma palavra de encorajamento para sua montaria, ou Binabik chamava baixinho para avisar sobre algum obstáculo iminente; não fosse por esses sons e a percussão abafada dos cascos, poderiam ter sido uma peregrinação cinzenta de almas perdidas. Quando o luar começou a penetrar por uma fenda no teto de nuvens, pouco antes do amanhecer, eles pararam para acampar. A respiração vaporosa captava o brilho lunar, fazendo parecer que exalavam nuvens azul-prateadas enquanto amarravam suas montarias e os dois cavalos de carga. Não acenderam fogueira. Ethelbearn ficou de vigia primeiro; os outros, envoltos em seus pesados ​​mantos, se encolheram no chão úmido para aproveitar o pouco sono que conseguiam.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 35

Capítulo 35: O Corvo e o Caldeirão


Maegwin estremeceu quando o clangor recomeçou, o som lúgubre que significava tantas coisas... E nada de bom. Uma das outras garotas, uma pequena e bela jovem de pele clara que Maegwin avaliara à primeira vista como desistente, soltou a barra que todas empurravam para tapar os ouvidos. A pesada peça da cerca, que deveria manter o portão fechado, quase caiu, mas Maegwin e as outras duas garotas se mantiveram firmes.

— Pelo Rebanho de Bagba, Cifgha! — rosnou para a que soltara a barra. — Você está louca? Se isso tivesse caído, alguém poderia ter sido esmagado, ou pelo menos quebrado um pé!

— Desculpe, minha senhora! — disse a garota, com as bochechas coradas. — É que esse barulho alto... Me assusta!

sábado, 25 de abril de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 34

Capítulo 34: Espadas Esquecidas


Vorzheva estava furiosa. O pincel tremia em sua mão, e o traço vermelho escorreu para o seu queixo.

— Veja o que fiz! — disse ela, a irritação acentuando seu forte sotaque dos Thrithings. — Você é cruel por me apressar. — ela limpou a boca com um lenço e recomeçou.

— Por Aedon, mulher, há assuntos mais importantes em jogo do que sua pintura labial. — Josua se levantou e retomou seu andar de um lado para o outro.

— Não fale dessa forma comigo, senhor! E não ande assim atrás de mim... — ela acenou com a mão, procurando as palavras. — Para lá e para cá, para lá e para cá. Se precisa me jogar no corredor como uma prostituta, pelo menos me diga logo para que possa me preparar.

O Príncipe pegou um atiçador de lareira e se abaixou para mexer nas brasas.

domingo, 12 de abril de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 33

Capítulo 33: Das Cinzas de Asu'a


— Histórias dentro de histórias... — entoou Jarnauga, despindo-se de seu manto de pele de lobo. A luz da fogueira revelou as serpentes entrelaçadas que adornavam a pele de seus longos braços, provocando novos sussurros. — Não posso contar a história da Liga do Pergaminho sem que primeiro compreendam a queda de Asu’a. O fim do Rei Eahlstan Fiskerne, aquele que construiu a Liga como uma muralha contra as trevas, não pode ser separado do fim de Ineluki, cuja escuridão agora nos assola. Assim, as histórias são tecidas juntas, um fio sobre o outro. Se puxar um único fio, será apenas isso... Um único fio. Desafio qualquer homem a ler uma tapeçaria a partir de um único fio.

Enquanto falava, Jarnauga passou os dedos finos por sua barba emaranhada, alisando-a e arrumando seu grande comprimento como se fosse uma espécie de tapeçaria em si, e pudesse dar algum sentido à sua história.

domingo, 29 de março de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 32

Capítulo 32: Notícias do Norte


— Bem, rapaz... — disse Towser, empurrando outra garrafa pela mesa. — Você não poderia estar mais certo. Elas são problemáticas. Sempre serão.

Simon olhou com desconfiança para o velho bobo da corte, que de repente parecia o repositório de todo o conhecimento.

quarta-feira, 18 de março de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 31

Capítulo 31: Os Conselhos do Príncipe


Embora estivesse com bastante fome enquanto caminhava pelos muros do castelo com Sangfugol, quando o Padre Strangyeard apareceu para levá-lo às cozinhas, cumprindo tardiamente sua promessa anterior, Simon descobriu que seu apetite havia desaparecido. O cheiro da queimada da tarde seguia impregnando suas narinas; quase podia sentir a fumaça enquanto caminhava atrás do arquivista do castelo.

Enquanto caminhavam de volta pelos campos enevoados, depois que Simon tentou, sem sucesso, comer um prato de pão e salsichas que uma cozinheira severa lhe impôs, Strangyeard fez o possível para puxar conversa.

— Talvez você esteja apenas... Apenas cansado, rapaz. Sim, deve ser isso. O apetite voltará em breve. Os jovens sempre têm apetite.

— Tenho certeza de que o senhor está certo, padre. — disse Simon. Estava cansado, e às vezes era mais fácil concordar com as pessoas do que ter de explicá-las. Além do mais, ele próprio não tinha certeza do que o fazia sentir-se tão mole, tão abatido.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 30

TOMO TRÊS: SIMON CABELO NEVADO

Capítulo 30: Mil Pregos


Alguém estava arrombando a porta com machados... Golpeando, cortando, estilhaçando a madeira que a protegia.

— Doutor! — gritou Simon, sentando-se. — São os soldados! Os soldados chegaram!

Mas ele não estava nos aposentos de Morgenes. Estava envolto em lençóis encharcados de suor, em uma pequena cama num quarto pequeno e arrumado. O som de lâminas rachando madeira continuava; um instante depois, a porta se abriu e o barulho aumentou. Um rosto desconhecido espiou pela fresta, pálido e com queixo alongado, coroado por uma fina crista de cabelo que brilhava num tom vermelho acobreado, como o próprio cabelo de Simon, sob a luz do sol que entrava pela janela. Seu único olho visível era azul. O outro estava coberto por um tapa-olho preto.

— Ah! — disse o desconhecido. — Então você acordou. Ótimo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 02 — Capítulo 29

Capítulo 29: Caçadores e Caçados


O rugido oco do rio preencheu seus ouvidos. Por um instante, pareceu a Simon que a água era a única coisa em movimento, que os arqueiros do outro lado, Marya, ele próprio, todos haviam sido congelados em imobilidade pelo impacto da flecha que vibrou nas costas de Binabik. Então, outra flecha passou voando pela garota de rosto pálido, estilhaçando-se ruidosamente contra uma cornija quebrada de pedra brilhante, e tudo voltou a ser um movimento frenético.

Consciente apenas em partes do movimento furtivo dos arqueiros sobre a água, Simon percorreu a distância de volta até a garota e o gnomo em três passos. Abaixou-se para olhar, uma parte estranha e isolada de sua mente notando como as calças de menino que Marya usava tinham buracos rasgados no joelho, e uma flecha cortou sua camisa debaixo do braço. A princípio, pensou que havia errado completamente; um momento depois, sentiu uma pontada de dor crepitar ao longo de sua caixa torácica.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 02 — Capítulo 28

Capítulo 28: Tambores de Gelo


O sol da manhã do vigésimo quarto dia do mês de maya brilhava sobre Hernysadharc, transformando o disco dourado no topo do telhado mais alto dos Taig em um círculo de chamas brilhantes. O céu estava azul como um prato esmaltado, como se Brynioch dos Céus tivesse espantado as nuvens com seu bastão celestial de avelã, deixando-as espreitando sombriamente ao redor dos picos superiores do imponente Grianspog.

O súbito retorno da primavera deveria ter alegrado o coração de Maegwin. Em toda Hernystir, as chuvas fora de época e as geadas cruéis haviam lançado um véu sobre a terra e o povo de seu pai, Lluth. Flores congelaram no chão, antes de nascer. Maçãs caíram pequenas e azedas dos galhos retorcidos dos pomares. As ovelhas e vacas, soltas para pastar nos campos encharcados, voltavam com os olhos revirados e assustados, perturbadas pelas pedras de granizo e pelos ventos fortes.

Um melro, insolentemente esperando até o último momento, saltou do caminho de Maegwin para os galhos despidos de uma cerejeira, onde trinou de forma contestadora. Maegwin não lhe deu atenção, porém arregaçou o longo vestido e apressou-se em direção ao salão de seu pai.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 02 — Capítulo 27

Capítulo 27: As Torres de Teias de Fábulas


Tentou ignorar a mão em seu ombro, mas não conseguiu. Abrindo os olhos, viu que o quarto seguia estando bastante escuro, com apenas dois aglomerados angulares de estrelas indicando a localização das janelas.

— Deixe-me dormir. — gemeu. — É muito cedo!

— Levante-se, garoto! — sussurrou a voz áspera. Era Geloë, com o manto frouxamente enrolado no corpo. — Não há tempo a perder.

Piscando os olhos secos e doloridos, Simon olhou por cima do ombro da mulher ajoelhada para ver Binabik arrumando quieto sua bolsa.

— O que está acontecendo? — perguntou, mas o gnomo parecia ocupado demais para falar.

sábado, 17 de janeiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 02 — Capítulo 26

Capítulo 26: Na Casa de Geloë


A figura que permanecia emoldurada pela luz quente da porta não se moveu nem falou enquanto os companheiros subiam a longa ponte de madeira que se estendia da entrada até a margem do lago. Enquanto Simon seguia Binabik, carregando cuidadosamente a criança Leleth, não pôde deixar de se perguntar por que aquela mulher, Geloë, não tinha uma entrada mais permanente, algo ao menos com um corrimão de corda. Seus pés cansados ​​estavam com dificuldade para se manter na ponte estreita.

“Suponho que ela não receba muitas visitas, para começar.” pensou, olhando para a floresta que escurecia rapidamente.

Binabik parou antes do degrau da frente e fez uma reverência, quase empurrando Simon para dentro das águas calmas.

— Valada Geloë! — anunciou. — Binbines Mintahoqis solicita sua ajuda. Trago viajantes.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 02 — Capítulo 25

Capítulo 25: O Lago Secreto


Ele golpeou e lascou freneticamente, dobrando o galho com todo o seu peso, a faca escorregadia em seus dedos trêmulos. Simon levou muitos segundos preciosos para arrancar um galho que lhe servisse, por mais patética que fosse tal defesa resultasse, e cada segundo aproximava os cães. O galho que enfim quebrou era tão comprido quanto seu braço, com uma protuberância em uma das extremidades, onde outro galho havia caído.

O gnomo estava remexendo em sua bolsa, uma das mãos agarrando a pesada pele no pescoço de Qantaqa.

— Segure-a! — gritou para Simon. — Se a soltarmos agora, ela atacará muito cedo. Eles a arrastarão para baixo e a matarão em pouco tempo.

O garoto se agachou com um braço em volta do pescoço largo da loba. Ela tremia de excitação, o coração batendo forte sob seu braço. Simon sentiu seu próprio coração acelerar em sincronia... Tudo aquilo era tão irreal! Apenas esta manhã os dois estavam sentados calmamente ao lado da fogueira...