domingo, 19 de julho de 2026

The Dragonbone Chair — Volume 03 — Capítulo 44

Capítulo 44: Sangue e o Mundo que Gira


O sangue negro do dragão derramara sobre ele, queimando como fogo. No instante em que o tocou, sentiu sua própria vida subjugada. A essência terrível percorreu seu corpo, queimando seu espírito e deixando apenas a vida de dragão. Era como se seu próprio ser tivesse se tornado... No último instante antes da chegada da escuridão... O coração secreto do Verme.




***



A vida lenta e intrincada de Igjarjuk o capturou. Cresceu, mudou, e a mudança foi tão dolorosa quanto a morte e o nascimento.

Seus ossos se tornaram pesados, sólidos como pedra e com curvas reptilianas. Sua pele endureceu, transformando-se em escamas semelhantes a gemas, e sentiu sua pelagem deslizar em suas costas como uma cota de malha de diamantes.

O sangue do coração do dragão agora pulsava poderosamente em seu peito, lento como o movimento de uma estrela escura na noite vazia, forte e quente como as próprias forjas da terra. Suas garras afundaram na pele pétrea do mundo, e seu coração ancestral pulsou... E pulsou... E pulsou... Cresceu na frágil e arcaica astúcia do povo dragão, sentindo primeiro o nascimento de sua raça longeva nos primeiros dias da Terra, depois o peso de incontáveis ​​anos pressionando-o, milênios sombrios passando como águas revoltas. Era um dos mais antigos de todas as raças, um dos primogênitos da Terra em resfriamento, e jazia enroscado sob a superfície do mundo como o menor dos vermes poderia estar escondido na casca de uma maçã...

O antigo sangue negro corria por suas veias. Mesmo assim, ele cresceu, e percebeu e nomeou todas as coisas do mundo que girava. Sua pele, a pele da Terra, tornou-se a sua própria... A superfície rastejante sobre a qual todos os seres vivos nasceram, onde lutaram e falharam, rendendo-se enfim para se tornarem parte dele mais uma vez. Seus ossos eram os ossos do universo, os pilares rochosos sobre os quais todas as coisas se sustentavam e através dos quais sentia cada tremor da vida pulsante.

Ele era Simon. No entanto, agora também era a serpente. E, ainda assim, era a própria terra em sua infinitude e detalhes. E continuava a crescer, e crescendo, sentido sua vida mortal escorregar por entre os dedos...

Na súbita solidão de sua majestade, temendo perder tudo, estendeu a mão para tocar aqueles que conhecera. Podia sentir suas cálidas vidas, percebendo-as como faíscas em uma grande escuridão ventosa. Tantas vidas... Tão importantes, tão pequenas...



***



Viu Raquel... Curvada e velha. Estava sentada em um banquinho em um quarto vazio, segurando a cabeça grisalha entre as mãos. Quando ela havia se tornado tão pequena? Uma vassoura estava a seus pés, um monte de poeira juntado ao lado. O quarto do castelo estava escurecendo rapidamente.

O Príncipe Josua estava em uma encosta, olhando para baixo. Uma tênue luz cor de chama pintava seu rosto sombrio. Podia ver a dúvida e a dor de Josua; tentou estender a mão e tranquilizá-lo, todavia essas vidas eram apenas para serem vistas, não tocadas.

Um homenzinho moreno que não conhecia conduzia seu barco raso rio acima. Grandes árvores balançavam seus galhos na água, e nuvens de mosquitos pairavam. O homenzinho afagava protetoramente um maço de pergaminhos preso ao cinto. Uma brisa agitava os galhos, e o homenzinho sorriu agradecido.

Um homem grande... Isgrimnur? Onde estava sua barba? Caminhava de um lado para o outro em um píer deformado pelo tempo, olhando para o céu que escurecia, para o oceano fustigado pelo vento.

Um belo ancião, com seus longos cabelos brancos emaranhados, brincava sentado com um grupo de crianças seminuas. Seus olhos azuis eram suaves, distantes, franzidos num olhar feliz.

Miriamele, com os cabelos curtos, olhava do parapeito de um navio para as nuvens carregadas que se acumulavam no horizonte. As velas estalavam e ondulavam acima de sua cabeça. Queria observá-la por mais tempo, mas a visão se dissipou como uma folha caindo.

Uma alta mulher hernystira, vestida de preto, ajoelhou-se diante de dois montes de pedras em um bosque de bétulas esguias, no alto da encosta de uma montanha varrida pelo vento.

O Rei Elias fitava o fundo de uma taça de vinho, com os olhos vermelhos. Dor repousava sobre seus joelhos. A espada cinzenta era uma criatura selvagem fingindo dormir...



***



De repente, Morgenes apareceu a sua frente, envolto em chamas; e a visão lançou uma lança gélida de dor até mesmo no coração de seu dragão. O velho segurava um grande livro, e seus lábios se moviam em gritos angustiados e silenciosos, como se gritasse um aviso... Cuidado com o falso mensageiro... Cuidado...



***



Os rostos desapareceram, exceto por um último fantasma.

Um menino, magro e desajeitado, abria caminho por túneis escuros sob a terra, chorando e rastejando pelo labirinto como um inseto preso.

Cada detalhe, cada curva e volta se desenrolava tortuosamente diante de seus olhos.

O menino estava em uma encosta sob a lua, olhando horrorizado para figuras de rostos brancos e uma espada cinza, porém uma nuvem escura cobria o menino com sombras.

O mesmo menino, agora mais velho, estava diante de uma grande torre branca. Uma luz dourada brilhou em seu dedo, embora o menino estivesse em uma sombra profunda e cada vez mais escura. Sinos tocavam, e o telhado ardia em chamas...



***



A escuridão o envolvia agora, puxando-o para outros lugares, mais estranhos... No entanto não queria ir para esses lugares. Não até se lembrar do nome daquela criança, daquele menino desajeitado que trabalhava na ignorância. Não iria mais longe; ele se lembraria...

O nome do menino era... O nome do menino era... Simon!

Simon.

E então sua visão se apagou...



***



— Seoman... — disse a voz, agora bem alta; ele percebeu que o chamava há algum tempo.

Seus olhos se abriram. As cores eram tão intensas que os fechou rapidamente, cego. Rodas giratórias de prata e vermelho dançavam diante da escuridão de suas pálpebras fechadas.

— Venha, Seoman, venha e junte-se aos seus companheiros. Precisamos de você aqui.

Ele abriu as pálpebras até a metade, deixando-se acostumar com a luz. Agora não havia mais cores... Tudo era branco. Gemeu, tentando se mover, e sentiu uma terrível fraqueza, como se algo pesado o pressionasse por todos os lados; ao mesmo tempo, sentia-se tão transparente e frágil como se fosse feito de puro vidro. Ainda de olhos fechados, pensou que podia sentir a luz passando por ele, preenchendo-o com um brilho que não trazia calor.

Uma sombra cruzou seu rosto sensível, parecendo quase ter um peso tangível. Algo úmido e frio tocou seus lábios. Engoliu em seco, sentiu uma pontada de dor, tossiu e bebeu de novo. Parecia que podia sentir o gosto de todos os lugares por onde a água já havia passado... O pico gelado, a nuvem de chuva inchada, a comporta pedregosa da montanha.

Abriu bem os olhos. Tudo era de fato extremamente branco, exceto pelo rosto dourado de Jiriki que pairava próximo. Ele estava em uma caverna, as paredes pálidas de cinzas, exceto pelos traços de linhas tênues; peles, esculturas em madeira e tigelas decoradas estavam empilhadas ao longo da borda do chão de pedra. As mãos pesadas de Simon, dormentes, mas estranhamente aguçadas, agarraram-se à colcha de pele e sondaram o catre de madeira onde jazia. Como...?

— Eu... — disse e voltou a tossir.

— Está dolorido e está cansado. Isso é esperado. — o sitha franziu a testa, entretanto seus olhos luminosos não mudaram de expressão. — Você fez uma coisa terrível, Simon, sabia? Salvou minha vida duas vezes.

— Hmm. — sua cabeça respondia tão devagar quanto seus músculos. O que havia acontecido? Havia a montanha... A caverna... E o...

— O dragão! — disse Simon, engasgando, e tentou se sentar. Conforme o manto de pele deslizava para baixo, sentiu o frio do lugar com intensidade. A luz vazava por uma cortina pendurada na extremidade oposta do cômodo. Uma onda de tontura o deixou mole e fez sua cabeça e rosto latejarem. Ele caiu para trás.

— Desapareceu! — disse Jiriki, em tom conciso. — Morto ou não, não sei, todavia se foi. Quando o atacou, ele passou por cima e caiu no abismo. Não consegui marcar onde caiu na neve e no gelo das grandes profundezas. Você empunhou a espada Espinho como um verdadeiro guerreiro, Seoman Cabelo Nevado.

— Eu... — o rapaz respirou fundo, com a voz trêmula, e tentou outra vez. Falar fazia seu rosto doer. — Não acho... Que fui eu. Espinho... Me usou. Ela... Queria ser salva, acho. Deve soar tolo, contudo...

— Não. Acredito que possa estar certo. Veja.

Jiriki apontou para a parede da caverna a poucos passos de distância. Espinho jazia ali, acolchoada sobre o manto do Príncipe, negra e distante como o fundo de um poço. Poderia tal coisa possuir vida em sua mão?

— Foi fácil trazê-la até aqui. — disse Jiriki. — Talvez esta fosse a direção que ela desejava seguir.

As palavras da sitha desencadearam uma lenta espiral de pensamentos na mente de Simon.

A espada queria vir para cá... Contudo onde é aqui? E como chegamos... Oh, Mãe de Deus, o dragão...!

— Jiriki! — exclamou. — Os outros! Onde estão os outros?

O Príncipe fez um pequeno aceno.

— Ah, sim. Eu esperava poder aguardar um pouco mais, mas vejo que não tenho escolha. — ele fechou seus grandes olhos brilhantes por um instante.

— An’nai e Grimmric estão mortos. Eles foram enterrados na montanha Urmsheim. — Jiriki suspirou e fez um gesto complexo com as mãos. — Você não sabe o que significa enterrar um mortal e um sitha juntos, Seoman. Isso raramente aconteceu, e nunca fora feito em cinco séculos. Os feitos de An’nai viverão até o fim do mundo na Casa da Dança Anual, os anais do nosso povo, e o nome de Grimmric agora viverá em conjunto ao seu. Repousarão para sempre sob a Árvore de Udun. — Jiriki fechou os olhos e ficou sentado em silêncio por um momento.

— Os outros... Bem, todos sobreviveram.

Simon sentiu um aperto no coração, no entanto afastou os pensamentos sobre o par caído para depois. Olhou fixamente para o teto pintado de cinzas e viu que as linhas eram tênues inscrições de grandes serpentes e bestas de longas presas, serpenteando por todo o teto e paredes. Os olhos vazios das criaturas o perturbaram quando olhava por muito tempo, pareciam se mover. Seu olhar se voltou para o sitha.

— Onde está Binabik? — perguntou. — Quero falar com ele. Tive um sonho muito estranho... Um sonho muito estranho...

Antes que Jiriki pudesse falar, Haestan enfiou a cabeça pela entrada da caverna.

— O Rei não quer conversar. — disse o erkyno, e então viu Simon. — Você acordou, rapaz! — exclamou. — Que bom!

— Que Rei? — perguntou Simon, confuso. — Não é Elias, espero?

— Não, rapaz! — Haestan balançou a cabeça. — Depois... Depois do que aconteceu lá na montanha, os gnomos nos encontraram. Você ficou dormindo por alguns dias. Estamos em Mintahoq agora... A montanha dos gnomos.

— E Binabik está com a família dele?

— Quase. — Haestan olhou para Jiriki. O sitha assentiu. — Binabik... Sludig também... O Rei os mantém como prisioneiros. Dizem que estão sob pena de morte.

— O quê? Prisioneiros? — Simon explodiu, e então se deixou cair para trás enquanto uma faixa de dor apertava cruelmente sua cabeça. — Por quê?

— Sludig porque é um rimmerio odiado. — disse Jiriki. — Dizem que Binabik cometeu algum crime terrível contra o Rei dos gnomos. Nós ainda não sabemos o que é, Seoman Cabelo Nevado.

Simon balançou a cabeça em espanto.

— Isto é loucura. Enlouqueci, ou ainda estou sonhando. — disse, e se virou acusadoramente para Jiriki. — E por que continua me chamando por esse nome?

— Não... — Haestan começou, entretanto Jiriki o ignorou, tirando de dentro do casaco o espelho. Simon sentou-se e o pegou, as delicadas esculturas na moldura ásperas ao toque de seus dedos sensíveis. O vento uivava do lado de fora da caverna, e o ar frio se insinuava por baixo da cortina da porta.

O mundo inteiro estava coberto de gelo agora? Ele nunca mais escaparia do inverno?

Em outras circunstâncias, teria ficado bastante impressionado com os bigodes ruivos dourados que cresciam em abundância por todo o seu rosto, todavia sua atenção foi capturada pela longa cicatriz que subia de sua mandíbula, passava pela bochecha e pelo olho esquerdo. A pele ao redor estava lívida e com aparência recente. Ele a tocou e fez uma careta, depois deslizou os dedos até o couro cabeludo.

Uma longa mecha de seu cabelo havia ficado tão branca quanto a neve de Urmsheim.

— Você foi marcado, Seoman. — Jiriki estendeu a mão e tocou sua bochecha com um dedo comprido. — Para o bem ou para o mal, você foi marcado.

Simon deixou o espelho cair e cobriu o rosto com as mãos.



Apêndice


PESSOAS

Erkynos:

Barnabas — sacristão da capela de Hayholt.

Beornoth — um dos membros do bando mítico de Jack Mundwode.

Breyugar — Conde de Westfold, Lorde Condestável de Hayholt sob o comando de Elias.

Caleb — aprendiz de Shem Horsegroom.

Colmund — escudeiro de Camaris, mais tarde Barão de Rodstanby.

Deorhelm — soldado na pousada Dragão e o Pescador.

Deornoth, Sir — cavaleiro de Josua, às vezes chamado de “Mão Direita do Príncipe”.

Dreosan, Padre — capelão de Hayholt.

Eadgram, Sir — Lorde Condestável de Naglimund.

Eahlferend — pai pescador de Simon, marido de Susana.

Eahlstan Fiskerne — Rei Pescador, primeiro mestre erkyno de Hayholt.

Eglaf, Irmão — monge de Naglimund, amigo de Strangyeard.

Elias — Príncipe, filho mais velho do Preste John, atual Supremo Rei.

Elispeth — parteira em Hayholt.

Ethelbearn — soldado, companheiro de Simon na jornada de Naglimund.

Ethelferth — Senhor de Tinsett.

Fengbald — Conde de Falshire.

Freawaru — estalajadeiro, dono do Dragão e o Pescador em Flett.

Godstan — soldado no Dragão e no Pescador.

Godwig — Barão de Cellodshire.

Grimmric — soldado, companheiro de Simon na jornada de Naglimund.

Grimstede, Sir — nobre de Erkylandia, apoiador de Josua.

Guthwulf — Conde de Utanyeat, Mão do Supremo Rei.

Haestan — guarda de Naglimund, companheiro de Simon.

Heahferth — Barão de Woodsall.

Heanfax — filho do estalajadeiro.

Helfcene, Padre — Chanceler de Hayholt.

Hepzibah — camareira do castelo.

Hruse — esposa de Jack Mundwode na canção.

Inch — assistente do doutor, mais tarde mestre fundidor.

Isaak — pajem.

Jack Mundwode — bandido mítico da floresta.

Jael — camareira do castelo.

Jakob — vendedor de velas do castelo.

Jeremias — aprendiz do vendedor de velas.

John — Rei John Presbítero, Supremo Rei.

Josua — Príncipe, filho mais novo de John, senhor de Naglimund, chamado ‘O Manco’.

Judith — cozinheira e encarregada da cozinha.

Langrian — monge Hoderundiano.

Leleth — criada de Miriamele.

Lofsunu — soldado, pretendente de Hepzibah.

Lucuman — tratador de cavalos em Naglimund.

Malaquias — menino do castelo.

Marya — serva de Miriamele.

Miriamele — Princesa, filha única de Elias.

Morgenes, Doutor — portador do pergaminho, médico do castelo do Rei John, amigo de Simon.

Noah — escudeiro do Rei John.

Ordmaer — Barão de Utersall.

Osgal — um dos membros do bando mítico de Jack Mundwode.

Ostrael — piqueiro, filho de Firfram de Runchester.

Peter Tigela Dourada — Senescal de Hayholt.

Raquel — senhora das camareiras.

Rebah — criada de cozinha do castelo.

Ruben, o Urso — ferreiro do castelo.

Sangfugol — harpista de Josua.

Sara — camareira do castelo.

Scenesefa — monge hoderundiano.

Shem Horsegroom — tratador de cavalos do castelo.

Simon (Seoman) — ajudante de cozinha do castelo.

Sofrona — senhora da rouparia.

Strangyeard, Padre — arquivista de Naglimund.

Susana — camareira, mãe de Simon.

Tobas — mestre dos cães do castelo.

Towser — bobo da corte (nome original: Cruinh).

Wuldorcene — Barão de Caldsae.



Hernystiros:

Arthpreas — Conde de Cuihmne.

Bagba — Deus do Gado.

Brynioch dos Céus — Deus do Céu.

Cadrach-ec-Crannhyr, Irmão — monge de Ordem indeterminada.

Cifgha — jovem do Taig.

Craobhan — velho cavaleiro, conselheiro do Rei Lluth.

Cryunnos — um Deus.

Dochais — monge hoderundiano.

Efiathe — nome original da Rainha Ebekah de Erkynlandia, chamada “Rosa de Hernysadharc”.

Eoin-ec-Cluias — poeta lendário.

Eolair — Conde de Nad Mullach, emissário do Rei Lluth.

Fiathna — mãe de Gwythinn, segunda esposa de Lluth.

Gealsgiath – capitão do navio, chamado de “Velho”.

Gormhbata — chefe lendário.

Gwelan — jovem senhorita do Taig.

Gwythinn — Príncipe, filho de Lluth, meio-irmão de Maegwin.

Hathrayhinn, O Vermelho — personagem na história de Cadrach.

Hern — Fundador da Hernystir.

Inahwen — terceira esposa de Lluth.

Lluth-ubh-Llythinn — Rei de Hernystir.

Maegwin — Princesa, filha de Lluth, meia-irmã de Gwythinn.

Mircha — Deusa da Chuva, esposa de Brynioch.

Murhagh, O Manco — um Deus.

Penemhwye — mãe de Maegwin, primeira esposa de Lluth.

Rhynn — um Deus.

Sinnach — Príncipe, líder da Batalha da Batida.

Tethtain — Rei, único mestre hernystiro de Hayholt, chamado de “Sagrado Rei”.

Tuilleth — jovem cavaleiro hernystiro.



Rimmerios:

Bindesekk — espião de Isgrimnur.

Dror — Antigo Deus da Guerra.

Einskaldir — guerreiro rimmerio.

Elvrit — Primeiro Rei dos rimmerios em Osten Ard.

Fingil — Rei, primeiro mestre de Hayholt, “Rei Sanguinário”.

Frayja — Antiga Deusa da Colheita.

Frekke — velho soldado.

Gutrun — Duquesa de Elvritshalla.

Hani — jovem soldado morto por Bukken.

Hengfisk — monge hoderundiano.

Hjeldin — Rei, filho de Fingil, “Rei Louco”.

Hoderund, Santo — sacerdote da Batalha da Batida.

Hove — jovem soldado, parente de Isgrimnur.

Ikferdig — Rei, tenente de Hjeldin, “Rei Queimado”.

Ingen Jegger — rimmerio negro, mestre dos cães do Pico das Tormentas.

Isbeorn — pai de Isgrimnur, primeiro Duque de Rimmersgardia sob o reinado de John.

Isgrimnur — Duque de Elvritshalla.

Isorn — filho de Isgrimnur e Gutrun.

Ithineg, o Harpista — personagem da história de Cadrach.

Jarnauga — Portador do Pergaminho de Tungoldyr.

Jormgrun — Rei de Rimmersgardia, morto por John em Naarved.

Löken — Antigo Deus do Fogo.

Memur — Antigo Deus da Sabedoria.

Nisses — Sacerdote-auxiliar de Hjeldin, escritor de Du Svardenvyrd.

Sigmar — jovem mulher rimmeria, cortejada por Towser.

Skali — Thane de Kaldskryke, chamado de “Nariz Afiado”.

Skendi — Santo, fundador da abadia.

Sludig — jovem soldado, companheiro de Simon.

Storfot — Thane de Vestvennby.

Thrinin — soldado morto pelos Bukkens.

Tonnrud — Thane de Skoggey, tio da Duquesa Gutrun.

Udun — Antigo Deus do Céu.

Utë — de Saegard, soldado morto pelos Bukkens.



Nabbanos:

Aeswides (provavelmente uma versão nabbanizada do nome Erk.) — primeiro senhor de Naglimund.

Anitulles — Antigo Imperador.

Antippa, Senhora — Filha de Leobardis e Nessalanta.

Ardrivis — último Imperador, tio de Camaris.

Aspitis Preves — Conde de Eadne, mestre da Casa Prevan, amigo de Benigaris.

Benidrivine — nobre linhagem de Nabban, crista do martim pescador.

Benidrivis — primeiro duque abaixo da tutela de John, pai de Leobardis e Camaris.

Benigaris — filho do Duque Leobardis e Nessalanta.

Camaris-sá-Vinitta — irmão de Leobardis, amigo do Preste John.

Clavean — nobre linhagem de Nabban, brasão do pelicano.

Claves — antigo Imperador.

Crexis, a Cabra — antigo Imperador.

Dendinis — arquiteto de Naglimund.

Devasalles — Barão, pretendente da senhora Antippa.

Dinivan — secretário do Leitor Ranessin.

Domitis — Bispo Catedral de São Sutrin em Erchester.

Elysia — mãe de Jesuris.

Emettin — cavaleiro lendário.

Enfortis — Imperador na época da Queda de Asu’a.

Fluiren, Sir — famoso cavaleiro de John, pertencente a desgraçada Casa Suliana.

Gelles — soldado no mercado.

Hylissa — falecida mãe de Miriamele, esposa de Elias, irmã de Nessalanta.

Ingadarine — nobre linhagem de Nabban, brasão da casa do albatroz.

Jesuris Aedon — Filho de Deus na religião aedonita.

Leobardis — Duque de Nabban, pai de Benigaris, Varellan e Antippa.

Mylin-sá-Ingadaris — Conde, mestre da Casa Ingadarine, irmão de Nessalanta.

Nessalanta — Duquesa de Nabban, mãe de Benigaris, tia de Miriamele.

Nin Reisu — niskie a bordo da Joia de Emettin.

Nuanni (Nuannis) — Antigo Deus do mar de Nabban.

Pelippa — nobre dama do Livro de Aedon, Santa, chamada “da Ilha”.

Plesinnen Myrmenis (Plesinnen de Myrme) — filósofo.

Prevan — nobre linhagem de Nabban, brasão da casa com uma águia pescadora.

Pryrates, Sacerdote — alquimista, mago, conselheiro de Elias.

Quincines — Abade de São Hoderund.

Ranessin, Leitor — (nascido Oswine de Stanshire, um erkyno), Líder da Igreja.

Rhiappa — Santa, chamado “Rhiap” em Erkynlandia.

Sulis — nobre rebelde, antigo mestre de Hayholt, “Rei Garça”.

Tiyagaris — primeiro Imperador.

Turis — soldado no mercado.

Varellan — filho mais novo do Duque Leobardis.

Velligis — Escritor.

Vilderivis — Santo.

Yuvenis — Antigo Deus Supremo de Nabban.



Sitha:

Amerasu — Rainha-erl, mãe de Ineluki e Hakatri.

An’nai — tenente de Jiriki, companheiro de caça.

Finaju — mulher sitha na história de Cadrach.

Hakatri — irmão mais velho de Ineluki, gravemente ferido por Hidohebhi.

Ineluki — Príncipe, agora Rei da Tormenta.

Isiki — sitha Kikkasut (Deus Pássaro).

Iyu’unigato — Rei-erl, pai de Ineluki.

Jiriki (i-Sa’onserei) — Príncipe, filho de Shima’onari.

Khendraja’aro — tio de Jiriki.

Ki’ushapo — companheiro de caça de Jiriki.

Mezumiiru — Sedda sitha (Deusa da Lua).

Nenais’u — mulher sitha da canção de An’nai, que viveu em Enki e-Shao’saye.

Shima’onari — Rei dos sitha, pai de Jiriki, filho de Hakatri.

Sijandi — companheiro de caça de Jiriki.

Utuk’ku — Rainha das Nornas, senhora de Nakkiga.

Vindaomeyo, o Flecheiro — antigo fabricante de flechas sitha de Tumet’ai



Outros:

Binabik (QANUC) — (Binbiniqegabenik) aprendiz de Ookequk, amigo de Simon.

Chukku (QANUC) — lendário herói gnomo.

Àquele Que Sempre Pisa na Areia (WRAN) — Deus.

Aquela Que Deu à Luz a Humanidade (WRAN) — Deusa.

Kikkasut (QANUC) — Rei dos pássaros.

Lingit (QANUC) — filho lendário de Sedda, pai do povo qanuc e dos homens.

Middastri (PERDRUINO) — comerciante, amigo de Tiamak.

Ookequk (QANUC) — Homem Cantor da tribo Mintahoq, mestre de Binabik.

Perdido Piqipeg — herói gnomo lendário.

Qinkipa das Neves (QANUC) — Deusa da neve e do frio.

Roahog (WRAN) — oleiro.

Sedda (QANUC) — Deusa da Lua.

Streáwe (PERDRUINO) — Conde de Ansis Pelippé.

Tallistro, Sir (PERDRUINO) — famoso cavaleiro da ordem de John.

Tiamak (WRAN) — acadêmico, correspondente de Morgenes.

Tohuq (QANUC) — Deus do Céu.

Vorzheva (THRITHINGS) — companheira de Josua, filha de um Chefe de Clã do Thrithings.

Yana (QANUC) — filha lendária de Sedda, mãe dos sitha.



LOCAIS

Cellodshire — baronia de Erkynlandia a oeste de Gleniwent.

Da’ai Chikiza (Sitha: “Árvore dos Ventos Cantantes”) — cidade sitha abandonada no lado leste de Wealdhelm, em Aldheorte.

Eirgid Ramh (Hernystir) — taberna de Abaingeat, local frequentado pelo Velho Gealsgiath.

Enki-e-Shaosaye (Sitha: “Cidade de Verão”) — a leste de Aldheorte, há muito em ruínas.

Ereb Irigú (Sitha: “Portão Ocidental”) — na Batida; do Rimmerspakk: Du Knokkegard.

Hewenshire — cidade do norte de Erkynlandia, a leste de Naglimund.

Hullnir — vila oriental de Rimmersgardia, na borda nordeste de Drorshullven.

Jao é-Tinukai’i (Sitha: “Barco no Oceano de Árvores”) — único assentamento sitha próspero, em Aldheorte.

Jhiná-T’seneí (Sitha) — cidade da canção de An’nai, agora submersa.

Moir Brach (Hernystir) — longa crista em forma de dedo nas Montanhas Grianspog.

Nakkiga (Sitha: “Máscara das Lágrimas”) — Pico das Tormentas, Sturmrspeik (Rimmerspakk).

Nariz Pequeno (Qanuc) — montanha situada em Yiqanuc onde morreram os pais de Binabik.

Qilakitsoq (Qanuc: “Bosque das Sombras”) — nome gnomo para Dimmerskog.

Runchester — cidade nortenha de Erkynlandia na Marca Gelada.

Sení Anzi’in (Sitha: Torre da Aurora Andante) — a grande torre de Tumet’ai.

Sení Ojhisá (Sitha) — citada na canção de An’nai.

Skoggey — feudo central de Rimmersgardia a leste de Elvritshalla.

T’si Suhyasei (Sitha: “Seu Sangue é Frio”) — rio que atravessa Da’ai Chikiza; no erkyno: Aelfwent.

Escadaria Tan’ja — grande escadaria de Asu’a, antigamente peça central de Asu’a.

Tumet’ai (Sitha) — cidade do norte enterrada sob o gelo a leste de Yiqanuc.

Ujin e-d’a Sikhunae (Sitha: “Armadilha que Prende o Caçador”) — nome sitha para Naglimund.

Woodsall — baronia entre Hayholt e o sudoeste de Aldheorte.



CRIATURAS

Aeghonwye — a leitoa reprodutora de Maegwin.

Atarin — o cavalo de Camaris.

Caolho — carneiro de Ookequk.

Croich-ma-Feareg — o lendário gigante de Hernystir.

Grande Verme — mito sitha, dragão original do qual todos os outros descendem.

Hidohebhi — Dragão Negro, mãe de Shurakai e Igjarjuk, morta por Ineluki; na língua hernystira: Drochnathair.

Igjarjuk — Dragão de Gelo de Urmsheim.

Khaerukama’o, o Dourado — Dragão, pai de Hidohebhi.

Niku’a — cão líder de Ingen Jegger.

Qantaqa — loba companheira de Binabik.

Rim — cavalo de arado.

Shurakai — Dragão de Fogo morto sob Hayholt, cujos ossos formaram o Trono de Hayholt.



COISAS

Árvore — a Árvore da Execução, na qual Jesuris foi preso de cabeça para baixo diante do templo de Yuvenis em Nabban, agora símbolo sagrado da religião Aedonita.

Caldeirão de Rhynn — instrumento de convocação para batalhas de Hernystir.

Citril — raiz azeda e aromática para mastigar.

Ciyan — um arbusto frutífero de Nabban, muito raro.

Cravo Brilhante — espada do Preste John, contendo cravo da Árvore e osso do dedo de São Eahlstan Fiskerne.

Dor — espada de ferro e madeira arcana forjada por Ineluki, presente para Elias (na língua sitha: Jingizu).

Dragão de Fogo e Árvore — emblema do Rei John.

Erva-viva — uma especiaria.

Espinho — espada de pedra estelar pertencente a Camaris.

Falsa-de-folha-de-rato — uma erva florida.

Ilenita — um metal caro e brilhante.

Indreju — espada de madeira arcana de Jiriki.

Javali e Lanças — emblema de Guthwulf de Utanyeat.

Kvalnir — Espada de Isgrimnur.

Lu’yasa — linha de três estrelas no quadrante nordeste do céu, início do juven.

Mantinges — uma especiaria.

Minneyar — espada de ferro do Rei Fingil, herdada pela linhagem de Elvrit.

Naidel — espada de Josua.

Oinduth — lança negra de Hern.

Pilar e Árvore — emblema da Mãe Igreja.

Rede de Mezumiiru — aglomerado de estrelas; para os qanuc: Manta de Sedda.

Shent — jogo de habilidade sitha.

Sotfengsel — navio de Elvrit, enterrado em Skipphavven.



Tábuas de Ossos (ferramentas de consulta de Binabik):

Pássaro Sem Asas

Lança-Peixe

O Caminho das Sombras

Tocha na Boca da Caverna

Carneiro Ressequido

Carneiro Sem Mestre

Nuvens na Passagem

Fenda Negra

Flecha Desembrulhada



Feriados:

2 de ferruero — Candlemansa

25 de marris — Elysiamansa

1 de avrel — Dia dos Tolos

30 de avrel — Noite Empedrada

1 de maya — Dia de Belthainn

23 de juven — Véspera do Solstício de Verão

15 de tiyagar — Dia de São Sutrin

1 de anitul — Hlafmansa

29 de setiendre — Dia de São Granis

30 de octundre — Todos os Santos

1 de novendre — Dia da Alma

21 de decimbre — Dia de São Tunath

24 de decimbre — Aedonmansa



Meses:

Eneror, ferruero, marzis, avrel, maya, junen, tiyagar, anitul, setiendre, octander, novendre, decimbre.



Dias da Semana:

Lunen, mardis, místoles, jueses, veirnes, sátedo, domingo.



PALAVRAS E FRASES

Nabbanas:

Aedonis Fiyellis extulanin mei — “Que o fiel Aedon me salve”.

Cansim Falis — “Canção de Alegria”.

Cenit — “Cão”, “Cão de Caça”.

Cuelos — “Morte”.

Duos wulstei — “A vontade de Deus”.

Escritor — “Escritor”, um dos conselheiros do Leitor.

Hue Fauge — “O que está acontecendo?”.

Leitor — “Porta-Voz”, chefe da Igreja.

Mansa sea Cuelossan — “Missa pelos Mortos”.

Mulveiz nei cenit drenisend — “Deixem os cães adormecidos em paz”.

Oveiz mei — “Ouçam-me”.

Sa Asdridan Condiquilles — “A Estrela do Conquistador”.

Tambana Leobardis eis — “Leobardis caiu”.

Timior cuelos exaltat mei — “Que o medo da morte me levante”.

Vasir Sombris, feata concordin — “Pai das Sombras, aceite este acordo”.



Hernystiras:

Brynioch na ferth ub strocinh... — “Brynioch nos deu as costas...”.

E gundhain sluith, ma connalbehn... — “Nós lutamos bem, meu querido...”.

Feir — “Irmão” ou “Camarada”.

Goirach — “Louco” ou “Selvagem”.

Sitha — “Pacíficos”.



Rimmerias:

Im todsten-grukker — “Ladrão de túmulos”.

Vaer — “Cuidado”.

Vawer es do ükunde? — “Quem é esta criança?”.



Qanuc:

Aia — “Volte” (Hinik Aia — “volte”).

Bhojujik mo qunquc — (ditado) “Se os ursos não te comerem, é o seu lar.”.

Binbiniqegabenik ea sikka! Uc sikkam mo-hinaq da Yijarjuk! — “Eu sou (Binabik)! Nós vamos para Urmsheim!”.

Boghanik — “Bukken”.

Chash — “Verdade” ou “Correto”.

Chok — “Corra”.

Croohok — “Rimmerios”.

Hinik — “Vá” ou “Fuja”.

Ko muhuhok na mik aqa nop — “Quando cai na sua cabeça, então você sabe que é uma rocha.”.

Mikmok hanno so gijiq — (ditado) “Se quiser carregar uma doninha faminta no bolso, a escolha é sua!”.

Nihut — “Ataque”.

Ninit — “Venha”.

Sosa — “Venha” (imperativo).

Ummu — “Agora”.

Yah aqonik mij-ayah nu tutusiq, henimaatuq — “Ei, irmãos, parem e falem comigo!”.



Sitha:

Aí Samu’sitech’a — “Salve Samu’sitech’a!”.

Asu’a — “Olhando para o leste.”.

Hei ma’akajao-zha — “Derrubem (o castelo)!”.

Hikeda’ya — “Filhos da Nuvem”, “Nornas”.

Hikka — “Portador”.

Im sheyis t’si-keo’su d’a Yana o Lingit — “Pelo sangue compartilhado de nossos Ancestrais (Yana e Lingit)!”.

Ine — “É”.

Isi-isi’ye — “É (de fato) verdade!”.

Ras — termo de respeito: “senhor” ou “nobre senhor”.

Ruakha — “Morrendo”.

S’hue — “Senhor”.

Ske’i — “Pare”.

Staja Ame — “Flecha Branca”.

Sudhoda’ya — “Filhos do Pôr do Sol”: Mortais.

T’si anh pra Ineluki! — “Pelo sangue de Ineluki!”.

T’si e-isi’ha as-irigú! — “Há sangue no portão leste!”.

T’si im t’si — “Sangue por sangue!”.

Ua’kiza Tumet’ai nei-R’i’anis — “Canção da Queda de Tumet’ai”.

Zida’ya — “Filhos da Alvorada”: sitha.

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