segunda-feira, 8 de junho de 2026

The Magnus Archives — Primeira Temporada — Capítulo 22

Primeira Temporada Capítulo 22: Colônia

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Jonathan Sims: Martin, você tem certeza disso?



Martin: Eu só quero fazer um depoimento sobre o que aconteceu comigo. Quer dizer, isso é... É o que fazemos.



Jonathan Sims: Não, o que fazemos é investigar depoimentos. Geralmente, declarações feitas por mentirosos e pessoas com problemas mentais.



Martin: Bom, preciso contar a alguém o que aconteceu, e você pode atestar minha sanidade mental, não pode?



Jonathan Sims: Isso não vem ao caso.



Martin: Se está tão preocupado, não precisa ser um depoimento oficial. Só preciso de um registro.



Jonathan Sims: Tudo bem. Tem razão. Suponho. Depoimento de Martin Blackwood, assistente de arquivo do Instituto Magnus, Londres, referente a...



Martin: Um encontro próximo com algo que acredito ter sido Jane... Prentiss.



Jonathan Sims: Gravado diretamente pelo indivíduo, 12 de março de 2016. Início do depoimento.



MARTIN (Depoimento)

Bem, umas semanas atrás, você estava investigando aquele depoimento sobre a aranha que não ia embora. Carlos... Vittery, acho que era esse o nome. Sabia que havia algo errado com aquilo desde o início. Você disse que aquilo devia ser algo natural, ele ter morrido e ter sido encontrado preso na teia, e mantenho minha opinião, embora não tenha nada a ver com aranhas que acabaram me perseguindo. Quase que eu gostaria que tivesse.

(Risada nervosa)

Gosto de aranhas. As grandes, pelo menos. Sabe, aquelas que têm pelos; até acho elas meio fofas...



Jonathan Sims: Por favor, atenha-se ao depoimento, Martin.



MARTIN (Depoimento)

Certo. Você me pediu para investigar aquele apartamento onde ele morava na Boothby Road, e foi o que fiz. Peguei a linha Northern do metrô até Archway e caminhei o resto do caminho até lá. Ainda era bem cedo, e encontrei o prédio sem problemas. Era justo como o Sr. Vittery descreveu em seu depoimento, com uma porta grande e grossa na frente, que parecia dar para o corredor e depois para os apartamentos. Era óbvio que estava trancada, então tentei tocar a campainha, contudo ninguém atendeu e imaginei que talvez todos estivessem no trabalho. Não queria voltar sem verificar tudo antes, afinal, aprendi essa lição. Então, dei uma olhada ao redor para ver se havia outra maneira de entrar e dar uma olhada. E, de fato, enquanto caminhava, avistei uma janela do porão que estava meio entreaberta. Não era muito, no entanto achei que conseguiria passar por ela se tentasse.

Conforme me aproximava, notei uma coisa no chão, perto dali. A luz do sol refletia sobre aquilo e, em um primeiro olhar, pensei que fosse um parafuso ou um pedacinho de metal que alguém tivesse jogado fora. Cheguei mais perto e vi que parecia mais uma espécie de verme. Tinha talvez uns dois centímetros e meio de comprimento, com um corpo segmentado prateado que ficava preto em uma das extremidades, quase como se tivesse sido queimado. Estava muito... Parado, então me ajoelhei para dar uma olhada e, conforme me aproximava, ele começou a se mexer. Sua cabeça escura se virou em minha direção e começou a... Se contorcer de uma forma sinistra, movendo-se rápido pelo chão na minha direção.

Bom, para ser honesto... Eu me assustei um pouco. Dei um pulo e pisei em cima sem nem pensar direito no que estava fazendo. Senti um estalo fraco sob meu sapato, como se estivesse pisando em uma casca de ovo, e uma gosma preta e espessa começou a escorrer de onde pisei. Obviamente, fiquei bastante enojado com tudo aquilo, então parei um instante para raspar o que restava e dar mais uma olhada em volta. Não vi ninguém, então, depois de me recompor por alguns segundos, continuei meu caminho até o porão. A janela era pequena. Foi bem apertado para mim, quer dizer, não sou lá o menor cara do mundo, eu sei, e só quando entrei é que percebi que o nível do solo era mais baixo dentro do que do lado de fora, então levei um tombo no chão do porão.

Por sorte, consegui escapar sem me machucar e comecei a dar uma olhada rápida ao redor do lugar. Era bem grande e parecia ocupar quase todo o espaço sob o prédio, no entanto a luz da janela não ia muito longe, então a maior parte do lugar estava bem escura. Então percebi que não tinha nenhuma lanterna comigo e não conseguia ver nenhum interruptor de luz na parede próxima, então não tinha como olhar ao redor. Quase decidi dar meia-volta e tentar sair pelos fundos pelo mesmo caminho que entrei, principalmente porque o lugar tinha uma sensação muito ruim. Tipo, tinha um cheiro de mofo e o ar estava empoeirado e denso.

Além do mais, você vai achar que sou idiota quando disser isso, mas não gostei do jeito que minha... Sombra se movia. A luz da janela atrás de mim a projetava bem claramente no chão, e olhando para ela, juro que as bordas pareciam se mover. Era como uma... Como uma ondulação, como se estivessem sendo deslocadas por alguma coisa. Quer dizer... Olha, sei que odeia essa palavra, entretanto foi muito... Sinistro.

Olha, enfim, foi quando vi o pé da escada que levava para cima, e não perdi tempo e subi correndo. A porta lá em cima não estava trancada, então me vi no hall do térreo do prédio, e admito que foi um alívio sair daquele lugar e entrar no prédio principal bem iluminado. Poderia ter ido embora naquele momento, talvez deveria ter ido, porém decidi tentar mais uma vez para ver se conseguia falar com os atuais ocupantes do antigo apartamento do Sr. Vittery.

Para fazer tudo o que podia... E tal. Então, subi até o número quatro e bati algumas vezes na porta. Não esperava que houvesse ninguém lá, contudo a porta foi aberta por uma senhora idosa com um lenço na cabeça. Tentei fazer algumas perguntas a ela, contudo ficou claro que não falava muito inglês. Depois de alguns segundos, a senhora apenas balançou a cabeça e apontou para trás de mim, fechando a porta sem cerimônia.

Me virei e vi um homem grande, de pele escura, vestindo um terno muito bonito, me observando com um pouco de suspeita. Ele se apresentou como Yasir Kundi e disse que era o dono do prédio. Ele se tornou um pouco mais cooperativo depois que menti, dizendo que um dos moradores do andar de cima havia me liberado a entrada. Contei por que estava ali, embora, é claro, não tenha mencionado... O arrombamento, o Instituto ou o que fazemos, porque acho que as pessoas não costumam entender ou respeitar isso no mundo real. Apenas disse que, após a morte do Sr. Vittery, estava investigando alguns aspectos de sua história e perguntei se ainda se lembrava de algo sobre o tempo em que foi inquilino. O Sr. Kundi foi tão prestativo quanto se poderia esperar. Me disse que Carlos Vittery havia morado lá, parecia estranho, sempre se isolava, contudo nunca causou problemas e pagava o aluguel em dia. Costumava ter um gato, no entanto este agora morava com o casal Sanderson no número dois. Pareceu ter tido uma surpresa genuína ao saber da morte, no entanto não conseguiu esclarecer nada. Não era muita coisa, na verdade. Ainda assim, era mais ou menos o que eu esperava, então voltei para o Instituto e te contei o que tinha descoberto.

E, bem, como deve saber, essa foi a última vez que te vi antes de desaparecer.

Estava voltando para casa quando comecei a pensar e fiquei preocupado por não ter investigado o suficiente para você, já que fiquei tão assustado com o porão e tudo mais. E aí me lembrei de ter visto muitas teias de aranha no pouco tempo que estive lá embaixo, e talvez devesse dar uma olhada de novo. Quer dizer, como falei antes, não tenho medo de aranhas. Então... Voltei para dar mais uma olhada. Estava escuro quando cheguei à Boothby Road, entretanto vi que a janela do porão seguia aberta. Desta vez, tinha me certificado de trazer uma lanterna e, depois de dar uma rápida olhada em volta para ver se ninguém estava olhando, entrei. Naquele instante, soube que tinha cometido um grande... Erro. O ar estava tão mofado quanto antes, só que parecia mais quente, o que era estranho, já que lá fora era uma noite fria de fevereiro. Liguei minha lanterna e iluminei o local, mas fiquei decepcionado ao ver que todas aquelas teias de aranha de que me lembrava pareciam velhas e banais. Se havia aranhas ali, nenhuma era fácil de ver e... Por um segundo pensei que a única parte interessante da minha viagem de volta era que ela me levaria para a prisão se não tomasse cuidado. Então, ouvi um movimento. Do outro lado do porão. Foi... Fraco, apenas um farfalhar, na verdade. Não queria verificar, de verdade. Já cataloguei e investiguei casos suficientes para saber que seguir o barulho é sempre uma péssima ideia, mas... Quer dizer... É o meu trabalho, não é?

Assim, fui devagar em direção àquilo, mantendo a lanterna à minha frente como um... Como um escudo. O feixe de luz era muito mais fraco do que imaginei e iluminava apenas os contornos nítidos das prateleiras e dos detritos que infestavam o porão. O movimento havia parado, ou pelo menos não conseguia mais ouvi-lo, e eu quase havia decidido só me virar e ir embora, quando a luz da minha lanterna iluminou o que parecia ser uma figura humana. Parecia ser... Uma mulher. Estava de costas para mim, pelo jeito encarando o canto da parede. Seu cabelo era longo e preto, embora estivesse tão emaranhado e sujo que era difícil dizer se aquela era sua cor original. Levava um sobretudo cinza esfarrapado, embora por baixo suas pernas estivessem nuas e cobertas pelo que a princípio pensei serem manchas. Em sua mão direita, segurava um lenço verde manchado. Ficou ali parada, totalmente imóvel, seja sem notar a luz da lanterna que brilhava sobre ela, ou não se importando.

Não me mexi. Então, com um movimento rápido e brusco, a mulher levou o lenço ao rosto e tossiu. Quer dizer, falo tossir, porque foi o que pareceu, porém não soou como uma tosse. Foi mais como... Como... Sabe, em um documentário sobre a natureza, quando o leão pega alguma coisa e está... Está despedaçando? Aquele barulho de carne molhada...? É, foi assim. Vi algo cair do lenço no chão. Tinha cerca de dois centímetros e meio de comprimento, era prateado e se contorceu enquanto caía. Eu gritei. Não tenho vergonha de admitir, apesar que, relembrando agora, realmente gostaria de não ter gritado.

A cabeça dela virou bruscamente na minha direção e nossos olhares se encontraram. Suas pupilas pareciam dilatadas e colapsadas, e quando sorriu, seus dentes estavam lascados e escurecidos.

Arte por kazoosnow.

Comecei a cambalear para trás, esperando a qualquer momento que se atirasse sobre mim, contudo, em vez disso, estendeu a mão aos poucos e... Deixou o sobretudo cair no chão. Sua pele era pálida, quase cinza, e cheia de... Desculpe, só de pensar naquilo já me dá ânsia. Estava cheia de buracos. Buracos negros e profundos, como favos de mel em cada pedaço de carne, como um... Ninho de vespas. Eu conseguia ver aqueles... Vermes finos e prateados rastejando para dentro e para fora, e suas pontas pretas se contraindo enquanto se moviam por aquela... Carne... Cheia de buracos. Quer dizer, não era humana. Não podia ser.

A-Aquilo deu um passo em minha direção e, ao fazê-lo, os vermes começaram a se contorcer para fora de cada buraco e cavidade, caindo no chão em uma... Onda em cascata e começando a rastejar em minha direção com... Uma velocidade alarmante. Tive um pensamento muito estranho naquele momento, e mesmo enquanto recuava em direção às escadas, comecei a pegar meu celular. O mais idiota é que nem ia ligar para ninguém pedindo ajuda, só queria tirar uma foto da coisa. Para provar para você que aconteceu... Você sempre é tão rápido em descartar essas afirmações e queria uma prova para você. Só que, claro, acabei deixando cair. Bem na hora em que ia abrir o aplicativo da câmera, uma daquelas criaturas parecidas com minhocas se estendeu na minha direção e pulou na minha cara. Aquela coisa deu um pulo de quase dois metros no ar, na minha direção. Errou o alvo, no entanto fiquei tão apavorado que caí na escada atrás de mim e deixei o celular cair no chão.

Não parei para pegar, apenas corri escada acima o mais rápido que pude. A porta lá em cima não estava trancada, é óbvio. Se estivesse... Tenho certeza de que estaria morto. Ou... Pior. Corri mais rápido do que jamais corri na minha vida... Nunca fui bom em correr... E a cada instante esperava sentir algo se contorcendo na minha perna. Só parei de correr quando estava sentada no metrô e verifiquei cada centímetro do meu assento em busca de vermes.

Moro em Stockwell, bem no outro extremo da linha Northern, então quando cheguei em casa estava... Começando a me sentir um pouco mais seguro... Embora completamente exausto. Sabia que não havia a menor chance de conseguir trabalhar no dia seguinte, entretanto sem meu telefone não poderia te avisar. Quer dizer, não tenho telefone fixo... Quem tem hoje em dia? Mas não consegui me manter acordado o tempo suficiente para enviar um e-mail, então apenas desabei vestido na cama. Não sei por quanto tempo dormi, todavia ainda estava escuro quando as batidas me acordaram. Não sei se era a mesma noite ou se tinha dormido o dia inteiro. De qualquer forma, me arrastei para a cama e, enquanto estava sentado ali, tudo voltou à minha mente, o que tinha visto, e estremeci.

Tentei me convencer de que tinha imaginado tudo. Talvez tivesse exagerado ao encontrar uma mulher sem-teto dormindo no porão. Talvez ela estivesse doente e precisasse de uma ambulância. Meu Deus, talvez a tivesse deixado morrer. Houve mais batidas e estendi a mão para acender a luz. Porém quando fiz isso, nada aconteceu. Tentei o abajur ao lado da minha cama, contudo, de novo, nada. Olhando ao redor, vi que nenhum dos meus aparelhos eletrônicos parecia estar ligado. Devia ter havido algum tipo de queda de energia. Mais uma vez, alguém bateu na porta. Talvez fosse um dos meus vizinhos... Vindo verificar se eu tinha ficado sem luz? Então, me aproximei da porta e... Alcancei a maçaneta.

Quando estava prestes a abrir, senti um arrepio repentino e parei. E se ela estivesse lá fora, esperando? Quero dizer, os vermes que fizeram um ninho em seu corpo, ansiosos para me transformar em um também. Lembrei-me daquele caso horrível que você nos pediu para investigar, em que aquela mulher... Explodiu em vermes, e percebi que essa mulher devia ser aquela Jane Prentiss de quem nos falou. Nunca instalei um daqueles olhos mágicos, então não conseguia ver o que havia lá fora, no entanto, ao dar um passo para trás, vi algo no chão, rastejando por baixo da porta. Era um pequeno verme prateado. Acho que talvez... Eu tenha perdido um pouco a cabeça, então. Tudo... Parece muito... Estranho, confuso. Eu... Me lembro de bater o pé sem parar enquanto mais vermes passavam por baixo da minha porta. Lembro... Lembro de pegar todas as toalhas, meias, pedaços de tecido que encontrei e enfiar embaixo da porta, nas frestas ao redor da janela. Tudo por onde um verme fino pudesse rastejar, vedei hermeticamente. E então sentei lá e esperei. Ainda não tinha energia, nem telefone, nem como me comunicar com o mundo exterior.

Isso durou treze dias. Toda vez que pensava que poderia ser seguro tentar sair, ouvia as batidas na minha porta voltarem. Por sorte, não havia problema com o meu abastecimento de água, então tive o bastante para beber. Ainda bem que nenhum deles pensou em subir pelos canos. Eu como muita... Comida pronta, enlatada, esse tipo de coisa, então... Tinha comida, embora depois dos primeiros dias tenha tido que começar a racionar.

Se vir outra lata de pêssegos...

Entretanto... Acho que a pior parte foi o tédio. Sem internet, sem telefone, sem energia. Li os poucos livros impressos que tenho várias vezes. Não consegui dormir direito. Toda vez que fechava os olhos, começava a sentir algo rastejando... Pelas minhas pernas e tinha que me sentar e verificar. Outras vezes, era acordado por aquelas batidas. Passei muito tempo tentando me lembrar do que você me disse sobre Jane Prentiss quando estávamos trabalhando no depoimento de Tim Hodges, mas... Tudo o que me lembrava era que ela se dizia uma bruxa praticante e acreditava-se que estava infectada por um parasita perigoso e desconhecido. Ela nunca falou comigo. Podia ouvi-la claramente através da porta, todavia nunca emitiu um som além daquelas batidas. Pelo que vi, talvez o que havia em sua garganta não deixasse espaço para uma voz.

Estranhamente, também nunca tentou arrombar minha porta. Apenas batia. Ela batia... E batia... E batia.

No fim, acordei esta manhã e ela tinha ido embora. Não sei bem como soube. Acho que havia trazido aquele cheiro de mofo junto, e esta manhã não consegui senti-lo. E não houve batidas. Quer dizer, ainda levei umas quatro horas checando, conferindo de novo e escutando atrás da caixa de correio antes de enfim criar coragem de abrir a porta, porém quando abri... Não havia ninguém lá. E eu corri... Até aqui.



Jonathan Sims: Depoimento encerrado. Tem certeza de tudo isso, Martin?



Martin: Olha, não vou mentir para você sobre uma coisa dessas, John. Eu... Gosto do meu trabalho. Na maior parte do tempo.



Jonathan Sims: Muito bem. Nesse caso, tem um quarto nos arquivos que uso para dormir quando trabalho até tarde. Sugiro que fique lá por enquanto. Vou falar com o Elias sobre se podemos conseguir segurança extra, porém os Arquivos têm fechaduras suficientes por enquanto. Também deveria ter controle de umidade e, embora não esteja funcionando há algum tempo, significa que está bem vedado. Nada vai entrar pelas frestas da janela.



Martin: Ok... Obrigado. Para ser honesto, não esperava que... Levasse isso a sério.



Jonathan Sims: Você disse que perdeu seu celular há duas semanas?



Martin: Por aí. Quando voltei para o porão.



Jonathan Sims: Bem, nesse tempo, recebi várias mensagens de texto do seu celular, dizendo que estava com problemas de estômago. A última dizia que você achava que “poderia ser um parasita”, apesar de que minhas ligações para confirmar a informação nunca tenham sido atendidas. Então, se isso envolve Jane Prentiss, eu levo a situação muito a sério...



[CELULAR VIBRA]



Jonathan Sims: Um momento.



Martin: O quê?



Jonathan Sims: Acabei de receber outra mensagem de texto. Sua. “Fiquem com ele. Já nos divertimos. Ele vai querer ver quando o destino carmesim do Arquivista chegar.”



Martin: O que isso significa?



Jonathan Sims: Significa que eu peço para Elias contratar segurança extra. Eu deveria avisar Sasha e Tim também. Vou dar uma olhada nos Arquivos, pois acredito que devemos ter um depoimento da própria Sra. Prentiss em algum lugar por aqui.



Fim da gravação.

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