sexta-feira, 25 de setembro de 2026

The Magnus Archives — Primeira Temporada — Capítulo 28

Primeira Temporada — Capítulo 28: Colado ao Corpo

Rusty Quill apresenta “Os Arquivos Magnus”
Episódio Vinte e Oito: Colado ao corpo



[CLICK]



Jonathan Sims: Por favor, diga seu nome e o assunto da sua experiência.



Melanie: Nessa coisa? Tá brincando.



Jonathan Sims: Posso garantir que a gravação vai ficar ótima.



Melanie: Eu sabia que vocês eram meio... Desleixados, mas isso é um absurdo.



Jonathan Sims: Sem dúvida você está acostumada a equipamentos de melhor qualidade quando finge ver fantasmas em antigos cemitérios e hospitais psiquiátricos.



Melanie: As pessoas gostam de um show. As pessoas gostam do nosso show. E, ainda que a gente exagere um pouco, ainda que a gente de uma incrementada, seguimos sendo investigadores paranormais mais respeitados e baseados em evidências do que você e sua turma.



Jonathan Sims: Nós não somos “investigadores paranormais”. Somos pesquisadores. Estudiosos.



Melanie: Tanto faz. O fato é que a gente pode até exagerar um pouco para a câmera, porém é porque não dá para ficar olhando para picos de temperatura e leituras de campos eletromagnéticos o tempo todo. Nós só investigamos fenômenos sobrenaturais genuínos e documentados. Vocês aceitam qualquer história ridícula de qualquer idiota chapado, sonhador ou traumatizado que aparece na rua. Vampiros, monstros embaixo da cama, controle mental... Fala sério! Quem se importa com evidências, quem se importa com instrumentos científicos quando pode só contar uma história para o Instituto Magnus!



Jonathan Sims: E, no entanto, você veio aqui para prestar um depoimento.



Melanie: Bom, é... Só que...



Jonathan Sims: Permita-me adivinhar. Nenhum dos seus investigadores paranormais “respeitáveis” acreditaria em você?



Melanie: [Suspiro]



Jonathan Sims: Bom, deixa eu esclarecer uma coisa. É muito provável que eu também não acredite em você. Porém vamos registrar seu depoimento. E vamos investigar o caso. Agora, por favor, diga seu nome e o assunto da sua experiência.



Melanie: Meu nome é Melanie King. Tenho um canal no YouTube chamado Caça Fantasma UK.



Jonathan Sims: E seu depoimento é sobre...



Melanie: O que vi no Hospital Militar de Cambridge, que está abandonado, quando estávamos filmando lá em janeiro de 2015.



Jonathan Sims: Gravação feita em 17 de abril de 2016. Espere um pouco, o Hospital Militar de Cambridge? Tenho a impressão de que as assombrações de lá eram muito bem documentadas. Por que nenhum dos seus colegas “respeitáveis” acreditaria no seu relato? Imagino que isso seria a cara deles.



Melanie: Porque o que vi não tinha nada a ver com o hospital em si. Pelo menos, acho que não.



Jonathan Sims: Continue.



Melanie: Bem, estávamos tentando conseguir permissão para filmar lá há meses. O programa segue um padrão, vamos ao local depois de escurecer, exploramos um pouco, montamos o equipamento e, claro, passamos um tempo depois analisando os dados e...



Jonathan Sims: Vendo fantasmas?



Melanie: Bem, sim. Quer saber de uma coisa? Às vezes, sim. Nós vemos. Conseguimos provas. Enfim, estávamos tentando entrar no hospital há meses, contudo eu não conseguia a permissão. Pelo visto, há amianto nas paredes, isso torna o local “um risco à saúde e à segurança”. Entretanto o prédio seria demolido e transformado em um conjunto habitacional em junho, então estávamos meio que correndo contra o tempo. Por sorte, somos um programa independente. Não tenho ninguém na minha cola nem fiscalizando as questões legais desse tipo de coisa. E não seria a primeira vez que faríamos algo...



Jonathan Sims: Ilegal?



Melanie: Não convencional! E olha, o pior que já recebemos antes foi uma multa, então achamos que não seria um grande problema. A equipe que ia participar era para ser eu, meu coapresentador Andy...



Jonathan Sims: Nomes completos, por favor.



Melanie: Meu coapresentador, Andy Caine, além de Peter Warhol no som e Antonia Farron... Ou melhor, Toni, na câmera. A questão é que o Pete amarelou alguns dias antes de sairmos. Pelo visto, não estava nada confortável com a possibilidade de haver amianto. Acho que até entendo, embora significava que estávamos sem técnico de som, então sondei o pessoal para ver se alguém tinha contatos que pudessem ajudar. Bom, a Georgie Barker, que apresenta o podcast “Que Fantasma?”, conhecia alguém. Ela disse que já tinha gravado alguns episódios externos do seu programa com uma engenheira de som chamada Sarah Baldwin e podia garantir que era de confiança, embora a Georgie tenha avisado que ela era “um pouco antissocial”. Pensei que não precisávamos que fosse falante, desde que soubesse o que estava fazendo, então liguei para a Sarah, que concordou em nos ajudar, e achei que o episódio ia sair numa boa.

Então, chegou a noite do dia doze e a Toni passou para nos buscar. É ela quem tem a van, então costuma ser quem dirige. Eu e o Andy moramos juntos, então nós três fomos buscar a Sarah. O seu endereço ficava em Sydenham, no sul de Londres, mas quando chegamos lá o prédio parecia estar às escuras. Não acho que estivesse abandonado nem nada do tipo, todavia não parecia ter ninguém em casa. O Andy desceu e tocou a campainha, só que depois de um minuto esperando não houve resposta. Estávamos todos ficando um pouco inquietos, afinal se não tivéssemos técnico de som, não teríamos programa. Então liguei para a Sarah, e a ligação caiu direto na caixa postal. Estava prestes a gritar de frustração, quando quase assim que desliguei o telefone, recebi uma ligação de um número desconhecido. Atendi e imediatamente ouvi a voz de Sarah perguntando se estávamos do lado de fora. Disse que sim, e a ligação foi encerrada na mesma hora. Ficamos todos de olho na porta, porém passaram-se mais dois minutos e ninguém apareceu. Então, do nada, ouvimos uma batida na parte de trás da van.

Pulei para fora e lá estava a Sarah. Era baixa, muito baixa, com cabelos castanho-escuros cortados bem curtos. Usava calças cargo pretas e uma camiseta cinza, com uma jaqueta preta leve por cima. Eu... Achei meio estranho, já que estávamos em pleno mês de janeiro. Quer dizer, tudo bem que o inverno estava ameno, contudo estava longe de ser clima para camiseta. Apresentei-me, no entanto ela apenas acenou com a cabeça e acendeu um cigarro. Ia dizer que preferíamos que não fumasse dentro da van, só que já tinha aberto a porta traseira e entrado, soltando a fumaça. Lembrei do aviso da Georgie de que era “um pouco antissocial” e me arrependi de não ter perguntado mais a respeito. Apesar de tudo, ali estava agora, tínhamos uma técnica de som, então conseguiríamos gravar o episódio.

A viagem levava cerca de duas horas. O local fica em Aldershot, Hampshire, e preciso dizer que aquelas foram, com toda certeza, as duas horas mais longas da minha vida. A Sarah não falava muito. Se você fizesse alguma pergunta, recebia apenas uma resposta de uma palavra... E, juro, era como se esforçasse para encontrar a palavra mais curta possível. Continuava fumando o tempo todo, então tínhamos que viajar com os vidros abertos, e a van estava gelada. E havia também... Não sei. Um cheiro muito estranho. Vinha sem dúvida da Sarah. Tinha cheiro de perfume ruim, forte e meio floral, embora não lembrava nenhum aroma que eu conseguisse identificar. Não gostava daquilo, entretanto o cheiro mal dava para sentir por causa daqueles malditos cigarros. Percebi que a Toni também estava incomodada. Andy parecia feliz o suficiente, ele é uma das pessoas mais tranquilas que já conheci, então não é nenhuma surpresa.

Chegamos a Aldershot por volta das 20hrs e seguimos em direção ao antigo hospital. Levou um tempo para encontrá-lo, todavia o encontramos ali, escuro e silencioso contra o céu noturno. É um prédio bastante imponente, com a torre do relógio de topo pontiagudo erguendo-se sobre o saguão principal. Estacionamos um pouco mais afastados, por precaução, caso houvesse algum segurança que pudesse acabar encontrando a van, e caminhamos em direção a ele. À medida que nos aproximávamos, notei que Sarah estava ficando para trás. Perguntei se estava bem, e ela apenas olhou para mim e disse...

— Você não me falou sobre este lugar.

Havia uma raiva genuína naquela voz. Fiquei surpresa, não apenas porque aquela foi a sequência de palavras mais longa que já a ouvi dizer, como também porque eu havia sido bastante detalhista sobre para onde iríamos e sobre a história do local quando a contactei pela primeira vez. Mencionei isso, mas Sarah apenas balançou a cabeça. Perguntei se haveria algum problema. Ela fez uma pausa, acendeu outro cigarro e deu de ombros. Então, sem dizer mais nada, pegou sua bolsa e começou a caminhar em direção ao prédio principal.

Entrar não foi problema. As janelas do térreo eram grandes, e parecia que não éramos os primeiros invasores a querer entrar, algumas das tábuas que as cobriam já haviam sido arrancadas. Então, ligamos nossas lanternas e entramos.

Enfim, o fantasma que procurávamos naquele episódio específico era uma “Senhora Grisalha”. Existem senhoras grisalhas por toda parte. Quer dizer, não é bem uma classificação oficial de fantasmas, mas se encontrar um lugar mal-assombrado na Inglaterra, há grandes chances de que um ou mais dos fantasmas sejam chamados de senhora grisalha. Hospitais antigos, manicômios, orfanatos... Costumam acreditar que sejam o fantasma de uma enfermeira ou algo do tipo, qualquer local onde mulheres desempenhassem alguma função. E o Hospital Militar de Cambridge não era exceção. Havia várias histórias antigas de soldados visitados por uma aparição durante a noite enquanto se recuperavam nas enfermarias, e relatos de alguns civis, já que o local foi aberto à população após a Segunda Guerra Mundial. Na maioria das vezes são encontros benignos, até mesmo gentis. Por isso, discutíamos se deveríamos dar ao episódio um tom mais assustador ou tentar construir uma narrativa mais emotiva.

Então, começamos a caminhar pelo local, narrando sua história para a câmera. Fizemos questão de filmar duas vezes qualquer parte do prédio que pudesse parecer sinistra, uma vez com pouca luz e o brilho frio e intenso da lanterna, e outra trocando para lâmpadas de tom mais quente, caso quiséssemos usar as imagens para uma abordagem mais trágica. As equipes de obra claramente já haviam passado por ali e marcado várias áreas com tinta spray. Era um tanto perturbador, pois o tom de vermelho usado me fazia pensar em respingos de sangue. Assim, fiquei mais inclinada para a abordagem de “hospital antigo e assustador”. Havia também, é claro, pichações comuns. Na maior parte eram apenas as habituais assinaturas e nomes, porém uma delas se destacava. Ficava onde, mais tarde, seria a ala pediátrica. Sobre um mural do Ursinho Pooh, alguém havia rabiscado com tinta spray preta a frase “Seda não sutura a carne do açougueiro”. Então... É, no final das contas, decidimos seguir mesmo pela linha do terror.

No entanto não encontramos nada anormal. Então, depois de captar as imagens principais de que precisávamos, seguimos para a ala principal, agora uma sala enorme e vazia, restando apenas a estrutura metálica das corrediças de cortina no teto. Montamos o equipamento de detecção e nos acomodamos para passar a noite. Fizemos turnos de vigia para garantir que houvesse sempre alguém acordado caso ocorresse algum contato. Fiquei receosa em escalar a Sarah para um turno, já que vinha agindo de forma muito estranha o tempo todo, entretanto quando ela se ofereceu para o turno das 2hrs às 4hrs da manhã, aquele que ninguém quer pegar, sabe? Não consegui dizer não.

Fiquei no turno anterior e não parecia haver muito o que relatar. Houve uma leve queda na temperatura por volta da uma da manhã, que filmei, embora no final tenhamos decidido não usar essas imagens. Quando chegaram as 2hrs, fui até onde a Sarah estava dormindo. Ela não fumava havia algum tempo, é claro, e aquele perfume floral estranho seu estava mais forte do que nunca. Estendi a mão para tocar o seu ombro e acordá-la, quando ela se virou e olhou direto para mim. Não havia sinal de cansaço em seus olhos, e não pude deixar de me perguntar se tinha mesmo dormido. Ou se talvez estivesse apenas deitada, imóvel, totalmente imóvel. Tentei não pensar muito sobre enquanto entrava no meu saco de dormir no chão frio do hospital, a última coisa que ouvi antes de pegar no sono foi o clique do isqueiro de Sarah Baldwin.

Acordei cerca de uma hora depois. Não sei o que me despertou, todavia os outros seguiam dormindo. Percebi que não sentia cheiro de cigarro e, ao olhar em volta, vi que a Sarah tinha saído. Estava quase tudo na mais absoluta escuridão, com apenas um pouco de luar entrando pelas janelas tapadas com tábuas. Liguei uma lanterna e verifiquei as leituras. Não houve picos de campos eletromagnéticos, mas parecia que a temperatura havia caído de forma brusca cerca de 10 minutos antes. Esperei mais cinco minutos, só que como a Sarah ainda não tinha voltado, comecei a ficar um pouco preocupada. Eu deveria ter acordado os outros, porém se fosse apenas uma ida ao banheiro, não queria deixá-la constrangida na frente de todo mundo. De qualquer forma, nessa situação, deveria ter chamado um de nós para assumir a vigilância, apesar de que não vinha sendo nenhum exemplo de profissionalismo enquanto trabalhava conosco. Então, não me surpreenderia se não tivesse feito isso. Depois de mais cinco minutos, decidi ir procurá-la. Talvez aquele lugar estivesse mexendo um pouco comigo, contudo todas as minhas suspeitas sobre a Sarah estavam me deixando paranoica. Decidi não levar uma lanterna. Em vez disso, peguei uma das câmeras que não estávamos usando e ativei o modo de visão noturna. Pela tela, conseguia ver bem por onde andava.

Comecei a verificar o térreo. A visão noturna transformava tudo em formas nítidas e contrastantes, e toda vez que virava uma esquina, parecia haver algo ali, logo além do alcance da câmera. Eu não via nem ouvia nada, no entanto a presença estava lá. Conseguia senti-la. Havia também um cheiro, que ia ficando mais forte. Não era fumaça de cigarro, nem o perfume estranho da Sarah. Tinha cheiro de cobre, com um outro odor por baixo... Acre e azedo, com um leve toque de amônia. Vou... Admitir, eu estava com medo. Com medo a ponto de nem pensar em como tudo aquilo ficaria ótimo no nosso programa. Não olhei para a câmera, não fiz comentários nem qualquer movimento, a não ser ficar de olho na tela.

Enquanto subia as escadas em direção ao andar de cima, comecei a ouvir algo. Parecia que alguém estava falando. Era uma voz baixa, rápida e desesperada, com um tom que soava quase como uma súplica. O som vinha de um dos quartos de pacientes menores, que ficava mais ao lado. Fui me aproximando devagar, achando absurdo o pavor que sentia de ser vista.

Cheguei à porta e, usando a câmera, espiei o interior. Sarah estava lá, com a bolsa ao lado. Estava gesticulando sem parar e falava, embora não vi mais ninguém na sala junto. Não conseguia entender a maior parte do que dizia, no entanto ouvi as palavras “invasão” e “não intencional” várias vezes, além de pedidos de desculpas sussurrados. Estava prestes a chamá-la quando ela, de repente, ficou totalmente ereta. Parecia estar com dificuldade para respirar. Então ouvi um impacto, e Sarah pareceu ser arremessada para o outro lado da sala por um golpe forte. Ela bateu com força na parede, e ouvi um estalo enquanto desabava, deixando uma mancha de sangue na parede.

Fiquei paralisada. Não sabia o que fazer. Uma parte de mim queria correr até lá e ver se estava bem, entretanto não conseguia me mover. Depois de um ou dois segundos, Sarah se mexeu. Gritou alguma coisa para dentro da sala, desta vez em um idioma que não compreendi, e se levantou com dificuldade. Depois tirou a jaqueta e vi que havia algo muito errado com seu braço esquerdo. Pedaços dele pareciam estar pendurados onde haviam batido na parede. Sua mão direita segurou o braço e... Bem, é aqui que meus colegas ririam de mim e me expulsariam da profissão. Ela arrancou a pele do braço esquerdo. Como se estivesse tirando uma luva. Vi a pele esticar e se soltar do que quer que estivesse por baixo. Na pequena tela da câmera, não conseguia ver o que havia ali, o que estava por baixo, mas era escuro e brilhante. Nunca esquecerei o som da pele se soltando do seu braço.

Depois de tirá-la, esticou aquilo e a vestiu de volta sobre a mão, puxando-a até ficar bem ajustada. Meteu a mão na bolsa e, debaixo dos maços de cigarro, tirou um grampeador industrial. Ao longo das bordas da pele, onde se unia ao resto do corpo, grampeou a pele no lugar, lenta e deliberadamente.


Não sei por que foi nesse momento que saí correndo. Poderia ter ido embora a qualquer momento antes daquilo, porém... Por algum motivo, aquilo foi o que me fez perder o controle, e voltei às pressas para onde os outros estavam, o mais silenciosamente possível. Sarah voltou uns quinze minutos depois e não parecia suspeitar que tinha sido observada. Fiquei acordada o resto da noite, sentindo o cheiro da fumaça do cigarro e os vestígios de seu perfume floral peculiar.

Nunca perguntei nada sobre isso. Nunca comentei o assunto com os outros. Fizemos todas as filmagens diurnas de que precisávamos no Hospital Militar de Cambridge quase em silêncio, embora Andy tentasse puxar conversa o tempo todo. A viagem de volta não foi melhor. Tentei várias vezes dar uma olhada no braço da Sarah, contudo as mangas da sua jaqueta os cobriam inteiro. Nós a deixamos em Sydenham e nunca mais a vi.

No final, foi a Toni quem pediu para não trabalharmos mais com a Sarah Baldwin. Pelo visto, ela teve uma “sensação estranha” e não se sentia à vontade perto dela. Concordei, apesar de que não tinha dito os meus motivos. O episódio acabou ficando bom, no final... Bem, contudo não incluí nada sobre o que vi naquela noite.



Jonathan Sims: Interessante. Você disse que gravou um vídeo do evento?



Melanie: É, entreguei uma cópia para o seu pessoal, no entanto, ao assistir, a gravação está tão distorcida que não dá para distinguir nada.



Jonathan Sims: Hmm. E tem certeza de que não estava... Sonhando?



Melanie: Está falando sério?



Jonathan Sims: Só tenho que verificar todas as possibilidades. Claro, trabalhando em sua área, você deve ter uma imaginação bastante poderosa.



Melanie: Ótimo! Ótimo! Eu deveria saber que seria uma completa perda de tempo.



Jonathan Sims: Provavelmente. A única evidência corroborativa que tem está tão corrompida que se torna quase inutilizável. No entanto faremos todas as investigações que pudermos.



Melanie: Bom, muito obrigada.



Jonathan Sims: Nós entraremos em contato se precisarmos de mais alguma coisa. O depoimento está encerrado.



[CLICK]



Como mencionei à Sra. King, há pouca informação neste depoimento que possamos acompanhar. O Hospital Militar de Cambridge está atualmente em processo de transformação em um conjunto habitacional, portanto não há muito o que fazer nesse sentido. Existem registros de um fantasma de “senhora grisalha” aparecendo no passado, sendo mais específico na forma de uma enfermeira, embora nenhum deles chegue nem perto de corresponder a esta afirmação em termos de manifestação.

Não conseguimos localizar Sarah Baldwin. O endereço fornecido pela Sra. King em Sydenham não está ocupado há seis meses e não a lista como inquilina anterior. Entramos em contato com Georgina Barker, que confirmou ter trabalhado com Sarah Baldwin em dois episódios do podcast “Que Fantasma?”, tendo-a conhecido antes em um evento de networking. Ela não sabia nada sobre sua vida pessoal e não a via desde o último episódio em que trabalharam. Nem o número de telefone nem o endereço de e-mail receberam qualquer resposta ou retorno. Mesmo assim, de onde conheço o nome Sarah Baldwin? Se eu tiver tempo, posso rever alguns arquivos anteriores e ver o que posso encontrar.

A filmagem que a Sra. King forneceu estava tão corrompida quanto a própria afirma, sendo quase impossível de assistir. Apenas estática e distorção. Há apenas um ou dois frames em que a qualidade é suficiente para que qualquer coisa possa ser visualizada. Parece ser um quarto de hospital vazio, conforme descrito. O único ponto em que difere da história da Sra. King é que parece haver duas figuras na cena, em vez de apenas uma. O primeiro parece estar ajoelhado e corresponde à descrição de Sarah Baldwin. A outra figura é muito mais alta e parece estar apontando, não se consiga distinguir traços, ela não parece tocar o chão.

Fim da gravação.

***

Link para o índice de capítulos: The Magnus Archives

Para aqueles que puderem e quiserem apoiar a tradução do blog, temos agora uma conta do PIX.

Chave PIX: mylittleworldofsecrets@outlook.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário