domingo, 25 de outubro de 2026

The Magnus Archives — Primeira Temporada — Capítulo 30

Primeira Temporada — Capítulo 30: Matadouro

Rusty Quill apresenta “Os Arquivos Magnus”
Episódio Trinta: Matadouro



JONATHAN SIMS

Depoimento de David Laylow, referente ao período em que trabalhou em um matadouro industrial próximo a Dalston. Depoimento original prestado em 1º de setembro de 2013. Gravação de áudio por Jonathan Sims, Arquivista-Chefe do Instituto Magnus, Londres.

Início do depoimento.



JONATHAN SIMS (Depoimento)

Eu trabalhava em um matadouro. Uma “unidade de processamento de carne”. Não vou dizer qual. Não quero ter problemas. Fica perto de Dalston, então deve conseguir descobrir. Não existem tantos lugares assim por lá, então não é difícil. Na verdade, não existem muitos lugares assim em lugar nenhum. Não é algo que a maioria das pessoas queira ter por perto. O cheiro é horrível se você não estiver acostumado, e as pessoas dizem que sentem uma energia estranha. Nunca senti, pelo menos, não antes de tudo isso acontecer. Talvez isso diga algo sobre mim, não é?

Não existe tanta diferença assim entre pessoas e animais, sabe? Não estou dizendo que tenho vontade de matar uma pessoa, ou que todos os humanos são estúpidos. Não, o que quero dizer é que os animais são mais inteligentes do que se costuma imaginar. Eles parecem bobos, é verdade, mas sei do que estou falando quando digo que cada maldito animal naquele lugar sabia exatamente por que estava ali. Não é preciso ser muito inteligente para perceber quando se está cercado pela sua própria mutilação. Quando comecei, dirigia bastante, logo no momento de embarcar os animais, já dava para perceber pelo ganido deles. Sabiam o que estava acontecendo, sabiam para onde estavam indo. Já ouvi muita gente da área de engenharia ou ciência falar em “fatores de estresse”, “novidades” ou “níveis de cortisol” ao discutir a melhor forma de evitar “desencadear reações de medo ou fuga”. Se aquilo os ajuda a continuar saboreando seu bife, que usem os termos que quiserem, porém toda vaca de olhos arregalados que já coloquei em um tronco de contenção sabe exatamente onde aquele trajeto termina.

Da pra se ouvir relatos terríveis sobre o tormento dos animais no matadouro e o que lhes é infligido por máquinas frias e implacáveis, contudo a brutalidade casual dos seres humanos acaba passando despercebida. Um funcionário e um matadouro são avaliados com base em vários critérios, um dos quais é o nível de crueldade ou sofrimento imposto ao gado que passa por ali. Se maltratar os animais, sua avaliação cai, no entanto é só isso. Você não perde o emprego, a menos que ultrapasse muito os limites... E, às vezes, a gente tem um dia ruim. Aquele tipo de dia em que dá até uma certa satisfação descontar a raiva na carne de um porco, enquanto ele caminha para o seu fim. Não que esse tipo de crueldade fosse algo comum, tirando um ou outro chute, ou o uso desnecessário de um bastão elétrico. A questão é que, se você presenciasse algo assim, só não se importava. E sabia que ninguém mais se importaria se te visse fazendo aquilo. Apesar de todo o mugido, ganido e gritaria, no fim das contas, tudo não passava de carne barulhenta.

O mais estranho é que se começa a ver as pessoas, de certa forma, como carne também. Não no sentido de comida, sabe? Não quero comer meus colegas de trabalho. É só que, quando se passa o dia inteiro pegando criaturas vivas, animais que se movem, choram e tremem de medo... E as transforma em pedaços inertes de carne morta, fica difícil acreditar em qualquer centelha especial que nos torne, como humanos, diferentes. Nós corremos, gritamos e seguimos nossas vidas com a mesma simplicidade de uma vaca, depois de um tempo, é impossível não perceber que nós também poderíamos virar uma carcaça inerte com a mesma facilidade. Até com mais facilidade, na verdade, já que somos bem menores. Não que eu seja um assassino estranho nem nada do tipo, é só que, com o passar do tempo, é difícil não enxergar todo mundo como carne que se move.

Eu trabalhava no matadouro, sabe? Por pouco tempo. Não é permitido trabalhar lá por muito tempo. Digo, durante a vida toda. Não sei ao certo qual é o limite de tempo permitido, entretanto é bem curto. Trabalhei lá por apenas alguns meses e, agora, não posso mais trabalhar em nenhum abatedouro, em lugar nenhum. Nunca mais. É um alívio, saber que não preciso mais fazer isso, todavia, de certa forma, você continua lá, não é? Não é como se tivesse saído do matadouro. Ouvi dizer, uma vez, que essas regras surgiram depois de uma pesquisa feita nos Estados Unidos. Isso deve ter acontecido uns sessenta anos atrás, começaram a analisar as taxas de crimes e homicídios entre os funcionários que trabalhavam no matadouro. Sabe qual foi a porcentagem de pessoas que, após trabalharem lá por mais de dez anos, acabaram cometendo um assassinato? Cem por cento.

Não sei se é verdade. O Tony Mulholland me contou isso uma vez, quando pediu demissão de lá. Talvez só quisesse mexer com a minha cabeça ou provar um ponto, mas parece fazer sentido. Quer dizer, só fiz isso por alguns meses, mas quando se mata tantas criaturas que não querem ser mortas, acaba olhando para a cabeça de uma pessoa e imaginando onde teria que posicionar a pistola pneumática.

Desculpe, sei que não é esse o motivo de que estar aqui. É só que sinto a necessidade de fazer você entender como é... Matar seres vivos e retalhar a carne deles para ganhar a vida. Bem, não faço mais, é óbvio. Ainda assim, precisa entender do que estou falando.

Tudo começou no setor de abate. Eu era o responsável pela pistola pneumática. Tecnicamente, os animais que abatemos morrem por sangria, algo relacionado à qualidade da carne, creio, contudo é a pistola pneumática que garante que eles não percebam nada. Chamam de “atordoamento”, no entanto esse termo nunca me soou muito bem. Você dispara um pino direto no cérebro do animal, destruindo a parte exata para que possa ser sangrado sem resistência e, ao que parece, sem dor. Só fazia o atordoamento, nunca trabalhei na equipe de sangria, então, de certa forma, dá para dizer que nunca matei de verdade nenhum dos animais. E, claro, pode ser que ainda apresentem algum movimento após o disparo, e talvez o coração continue batendo, entretanto apesar de falarem em “atordoamento” ou “dano cerebral irreversível”, apertar aquele gatilho para mim era sem dúvida igual a matar.

Havia um outro homem que trabalhava no setor, encarregado da sangria dos animais. Chamava-se Tom Haan, e nunca tinha conversado com ele de verdade. Por muito tempo, nem tive certeza se falava inglês. Ele era da China, acredito, e quase nunca dizia uma palavra. A primeira vez que ouvi a sua voz de fato foi naquele dia, o dia em que tudo começou. Já vinha me sentindo estranho em relação ao trabalho desde que comecei no matadouro e, por fim, pedi para ser transferido de função. A política oficial da empresa determinava que qualquer pedido para sair do matadouro deveria ser atendido, todavia na prática ninguém pedia para ser transferido. Isto demonstrava uma fraqueza com a qual a maioria das pessoas que trabalhavam ali não se sentia à vontade. Pedi mesmo assim e, logo em seguida, recebi a notícia de que, a partir do dia seguinte, seria transferido para o setor de desossa das carcaças. Não me lembro de como me senti. Naquela época, meus sentimentos não estavam funcionando na verdade.

Enfim, foi enquanto eu processava as últimas vacas daquele dia que Tom Haan se aproximou. Não prestei muita atenção, mas ele se inclinou, segurou meu ombro e disse, em um inglês perfeito.

— Você não pode impedir a carnificina fechando a porta.

Senti um calafrio percorrer meu corpo, tive vontade de me virar e exigir uma explicação, porém ele já tinha voltado para a equipe responsável pela sangria. Fiquei um tanto abalado pelo resto do dia e, sabendo que aqueles eram os últimos animais que precisaria matar, cada vez que puxava o gatilho tornava-se mais difícil, e não mais fácil. Então só desliguei a mente e deixei que meus movimentos mecânicos assumissem o controle. Vaca no curral de contenção, cabeça presa, arma contra a têmpora, gatilho puxado. Repetidas vezes, até que me senti quase em transe.

Foi o silêncio que, por fim, me trouxe de volta à realidade. Esperava que o próximo animal da fila fosse conduzido para dentro da sala, quando notei que não conseguia ouvir absolutamente nada. Não havia o mugido assustado dos animais, nem o ruído distante das serras, nem o estrondo de qualquer uma das centenas de máquinas que zumbem e operam para manter o matadouro em funcionamento. Esperei e esperei, contudo não vieram mais vacas. Olhei ao redor e não vi ninguém. Não havia relógio naquela sala, e também não levava um comigo. No geral, uma sirene soava quando chegava a hora das pausas, contudo não tinha ouvido nada.

Como parecia que não viriam mais animais, deixei a pistola pneumática de lado e caminhei em direção à área de sangria. Não havia ninguém ali, mais do que isso, o local parecia limpo. Impecável. Como se ali jamais tivesse sido derramado uma gota de sangue. Será que fiquei parado ali, desmaiado ou algo do tipo? O dia teria acabado, o local teria sido limpo e nem sequer percebi?

Segui em direção à saída, decidido a encontrar alguém para perguntar o que estava acontecendo... Ou, caso contrário, só ir para casa. A porta se abriu para um corredor que eu não reconheci. Parecia qualquer outro corredor no matadouro, exceto pelo fato de que não era aquele que levava à saída. Tentei abrir as outras portas que davam para fora do matadouro, no entanto nenhuma delas levava aos lugares que me lembrava. Atrás de cada uma, havia outro corredor que parecia levar ainda mais para dentro do matadouro. Fiquei ali por alguns instantes e cheguei a me beliscar. Devia estar sonhando, alucinando ou coisa do tipo. Só que não era um sonho, nem uma visão. Tudo havia mudado, e estava em um lugar novo.

Me surpreendi um pouco com a rapidez com que aceitei aquela situação. Saí pela porta em direção à qual eu havia me dirigido a princípio, pensando que, se não conhecia a planta daquele prédio, o melhor seria tentar seguir a rota de saída antiga, na medida do possível. Entretanto, os corredores pareciam apenas se conectar uns aos outros, e logo me vi completamente perdido. Todavia notei que alguns deles apresentavam trilhos na parte superior, semelhantes aos usados ​​para transportar as carcaças penduradas. Alguns, inclusive, tinham ganchos... Brilhantes e limpos. Normalmente, esses trilhos não percorreriam os corredores do matadouro daquela maneira, aquilo me incomodou, embora não saiba dizer bem o porquê.

Arte por kazoosnow.

Chamei por alguém, pelo menos no início, na esperança de que houvesse alguém em algum lugar daquele labirinto que pudesse me ouvir e responder. Não houve resposta. Algumas portas davam para salas vazias, contendo apenas maquinário ainda limpo. Separadores de carne e osso, serras de corte, tanques de escaldagem... Tudo ali, brilhante e silencioso. À espera. Não fiquei muito tempo naquelas salas. Como mencionei, não uso relógio, por isso não sei por quanto tempo vaguei por ali. Mas pareceu que se passaram horas.

Por fim, ao virar uma esquina, deparei-me com uma pequena escadaria de metal que subia em espiral. Eu não tinha motivo algum para imaginar que estivesse abaixo do nível do solo, mas como aquilo era a primeira coisa que encontrava que não fossem apenas corredores sinuosos ou salas silenciosas, decidi subir. A escadaria continuava subindo, curva após curva, por um longo trecho.

Quando cheguei no andar seguinte, meu coração afundou ao ver mais corredores se estendendo à minha frente. Neles, trilhos para o transporte de carcaças serpenteavam pelos tetos, e muitos dos corredores estavam na penumbra. Evitei as passagens mais escuras. Em uma delas, havia uma janela. Lá fora, tudo o que pude ver foi o telhado metálico de um matadouro, estendendo-se até o horizonte. O céu tinha um tom de rosa opaco, a cor do sangue sendo escoado por um ralo. Me afastei assustado da janela. Por puro acaso, notei uma porta que reconheci, era a porta de saída, de um tom verde-escuro, que deveria levar para fora do prédio. Nem parei para considerar a possibilidade de que não desse para o lado de fora, só a abri e atravessei. Meus pés não tocaram o asfalto da rua, nem o concreto, o metal ou os azulejos do piso do matadouro. Estava escuro, por isso não percebi de imediato em que eu estava pisando... Apenas senti que a superfície cedeu um pouco sob o meu peso. Olhei para os lados e vi barreiras de metal me cercando. Logo em seguida, a esteira rolante sob meus pés começou a se mover. Compreendi onde estava e para onde aquilo me levaria, e comecei a gritar.

Ao me virar para correr, quase esperei encontrar uma manada de gado atrás de mim, me empurrando para a frente, como os corredores foram projetados para fazer com os animais, porém não havia nada ali. Escapei pela porta, bati-a com força atrás de mim e... Comecei a chorar. Foi como se algo entorpecido dentro de mim tivesse se estilhaçado, não conseguia... Eu só não conseguia.

Foi enquanto estava ali, desabado contra a parede, que comecei a sentir o cheiro, o odor adocicado e metálico de sangue. Havia uma espécie de conforto estranho naquilo, pois era o cheiro do matadouro tal como eu o conhecia, antes de parar onde quer que estivesse agora. Comecei a segui-lo, caminhando e virando na direção em que o odor de sangue era mais intenso. E ele foi ficando mais forte, muito mais forte. À medida que fazia curvas e atravessava salas escuras, o cheiro tornava-se denso, pungente... Muito mais do que jamais fora. Quando parei diante da porta de aço fosco de onde o cheiro emanava, mal conseguia respirar. Do outro lado, ouvia-se um ruído mecânico, alto e incessante. Não deveria ter aberto a porta, contudo para onde mais poderia ir?

Ela levava para uma passarela estreita, que contornava uma sala grande e circular. Não, “grande” não é o termo adequado. Era... Imensa. Mal conseguia enxergar o outro lado, lá longe. Ao longo das bordas, havia extremidades de esteiras rolantes, de onde caíam carcaças abatidas, alimentando um fosso vasto que ocupava o restante do recinto. Havia uma pilha de corpos fétidos e ensanguentados, tantos que era impossível contar. Porcos, gado, ovelhas... Acho até que vi alguns humanos no meio, embora fosse difícil distingui-los dos porcos sem cabeça ou membros. A enorme pilha se movia e se deslocava, enquanto algo mecânico, bem lá embaixo, a triturava. Contudo ela era constantemente reabastecida pelas esteiras, com carcaças caindo, inertes, umas sobre as outras, como bonecas. Não conseguia ver o fundo, no entanto o mecanismo que processava aquela pilha fazia tanto barulho que quase abafava meus próprios pensamentos. O que mais eu poderia fazer, senão dar meia-volta e fugir?

Não faço a menor ideia de por quanto tempo corri. Só sei que, a certa altura, caí de joelhos na escuridão e fiquei ali por um tempo. O som e o cheiro que vinham do fosso haviam desaparecido, e comecei a ouvir outro ruído, o baque seco e pesado de uma pistola pneumática. Naquele momento, já não aguentava mais seguir sons e cheiros estranhos por aquele lugar maldito, então dei meia-volta e comecei a caminhar na direção oposta. Não adiantou. Não importava para onde fosse, o som parecia ficar cada vez mais alto, ecoando pelos corredores vazios.

Ao abrir a porta que dava de volta para o matadouro, já não tinha mais capacidade de me surpreender com nada. Sentado ali, diante da caixa de atordoamento, estava Tom Haan. Ele estava de costas para mim, entretanto pude vê-lo... De forma lenta e deliberada, encostar a pistola pneumática em diferentes partes do próprio corpo (nas pernas, no estômago, nos ombros) e puxar o gatilho. Quando o alcancei, já não passava de um amontoado de feridas sangrentas. Em silêncio, ele me estendeu a pistola, e eu a peguei. Com a única mão que ainda funcionava, guiou meu braço até que a arma ficasse encostada bem no centro de sua testa. Todavia não me obrigou a disparar, eu mesmo o fiz. Ele caiu, inerte, no chão. Não sei se morreu, mas espero que sim. Detestaria que aquele lugar tivesse que extrair seu sangue.

A porta atrás dele dava para um corredor que eu reconheci. A porta seguinte, com a placa de “Saída”, se abriu para um dia ensolarado, tão claro que mal consegui enxergar. Havia pessoas ali, outros funcionários, embora ninguém me deu a menor atenção. Saí do matadouro e nunca mais voltei. Fiquei esperando que a polícia entrasse em contato comigo a respeito de Tom, porém nunca mais ouvi mencionarem o seu nome. Nem sequer quando entreguei meu pedido de demissão. Gostaria de me sentir mal com a sua morte, contudo não sinto. Não sinto absolutamente nada.



JONATHAN SIMS

Depoimento encerrado.

Hmm. Mais carne. Interessante. Pedi a Sasha que verificasse alguns pontos do relato do Sr. Laylow, e tudo parece estar, mais ou menos, correto. Trabalhou na Aver Meats, em Dalston, de abril de 2010 a 12 de julho de 2013. Nessa data, abandonou seu posto, que consistia em atordoar o gado para o abate, no meio do turno, acompanhado por Thomas Haan, um de seus colegas. Saíram pela entrada principal, ignorando os demais funcionários, fora isso, ninguém relatou qualquer comportamento estranho por parte deles. Nenhum dos dois retornou ao matadouro, e Tom Haan não foi mais visto desde então.

Entramos em contato com o Sr. Laylow para obter um depoimento complementar, ao qual se prontificou a colaborar, embora seu relato tenha se concentrado, em grande parte, em suas dificuldades persistentes para consumir carne... O que, a meu ver, são sintomas de transtorno de estresse pós-traumático. No entanto, foi firme em sua recusa a buscar tratamento.

Tim e Martin tiveram um pouco mais de sorte ao investigar Tom Haan, apesar de que apenas tiveram sucesso em confirmar seu desaparecimento após sua saída da Aver Meats, no dia 12 de julho. Não foi registrado nenhum boletim de desaparecimento e, ao que tudo indica, não tinha amigos nem familiares. O proprietário do imóvel que vinha alugando em Walthamstow afirma que o último pagamento de aluguel recebido de Haan ocorreu no início de julho. O proprietário ficou bastante contrariado com o desaparecimento, já que Haan morava na casa, situada na Rua Clarence, há quase uma década... E, quando partiu, o imóvel encontrava-se em um estado de conservação bastante precário.

As autoridades de imigração não foram de grande ajuda. Informaram-nos que ele faltou a uma reunião com seu orientador mais tarde naquele ano, mas como isso ocorreu apenas em outubro, não nos oferece muitas pistas. Sua conta bancária também não apresenta qualquer movimentação desde 6 de julho. Não houve nenhum esforço oficial para localizá-lo, e a polícia mostrou-se relutante em abrir um novo inquérito, por isso não insistimos.

Não há muito mais o que investigar, já que a descrição do Sr. Laylow, sobre um matadouro interminável... É, para dizer o mínimo, impossível de verificar. Dito isto, a Aver Meats tem tomado recentes medidas para ampliar sua unidade em Dalston. A empresa obteve a autorização para a obra, porém, ao que parece, está enfrentando dificuldades para manter os prestadores de serviço. Quatro deles já abandonaram o trabalho. Apenas um, Darren Lacey, aceitou conversar conosco, no entanto a única coisa que relatou a Tim foi que a construção “já parecia grande demais”. Também comentou que não conseguia suportar o cheiro de sangue.

Fim da gravação.

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