Capítulo 176: O que os amantes fazem em seu encontro?
Estava despertando sonolento... Mas me enrijeci.
Tem algo estranho... Algo diferente das outras vezes em que acordei... Quer dizer, por que a Kuro está agarrada na minha roupa enquanto dorme comigo?
E-Espere um momento, vamos entender a situação. Contei para a Kuro como me sentia ontem à noite e nos tornamos namorados. Até então, estou muito feliz.
O problema é que, depois daquela longa conversa, encontrei Kuro, que já deveria ter ido para casa, debaixo das minhas cobertas quando acordei de manhã... Não faz o menor sentido.
Ela está dormindo tranquilamente agarrada na minha roupa, porém... Não parece fofa demais dormindo?
Além do seu rosto angelical de sempre, fica tão fofa dormindo que parece uma fada, e, para piorar, está vestindo apenas o que parece ser uma camiseta grande.
Suas coxas, à mostra por baixo da camisa larga, são lindas, e, para ser bem claro... Ela está totalmente na minha zona de ataque.
Parece tão fofa e indefesa, fazendo minha mente racional quase entrar em colapso num instante.
S-Será que teria problema... Se eu tocasse um pouquinho? Quer dizer, nós já somos namorados e Kuro é tão fofa... Não, não, espera aí! Mesmo sendo namorados, isso é algo que você não pode fazer sem o consentimento da outra pessoa! Ainda precisa manter as boas maneiras, ainda mais com quem tem intimidade, então se acalma, tá bom?
“K-Kuro, errr, já é de manhã...”
“Unnyyuuuu... Só mais ‘cinco meses’...”
“Não é muito tempo?”
Como se estivesse com cócegas, Kuro mexeu o corpo e falou meio adormecida... Ou melhor, 5 meses... Tem certeza de que não está falando de 5 minutos? Talvez seja só eu que ache 5 meses muito tempo para um ser humano...
Sacudindo-a gentilmente de novo, ela se virou aos poucos para mim, com os olhos semicerrados.
“Nyaahhh? Ahh! É o Kaito-kun!
“!?”
Com uma aparência completamente exausta e fazendo comentários melosos enquanto me lançava um olhar preguiçoso, Kuro estendeu a mão para mim.
Como não entendi a princípio a intenção por trás de sua ação e não reagi, a mão de Kuro deslizou pelo meu pescoço e me puxou com uma força irresistível.
“Chyuuu...”
“Hnnn!”
“Whamfff... Chuuuu... Nchyuuu...”
“...???”
Os lábios de Kuro encontraram os meus, e ela continuou me beijando repetidamente.
Num instante, mordiscava meu lábio superior como se estivesse brincando, porém no instante seguinte, senti sua língua macia entrar na minha boca.
Uma sensação tão doce, tão suave, que me preencheu com tanta felicidade que quase senti como se fosse derreter por dentro, tomou conta de todo o meu corpo, começando pelos meus lábios, e meu rosto ficou vermelho como se fosse explodir.
Enquanto me perdia naquele ato momentâneo, embora que pareceu eterno, tão sensual que distorcia minha noção de tempo, os olhos semicerrados de Kuro se abriram aos poucos e ela se afastou lentamente de mim.
Senti uma pena que nossos lábios se separassem, no entanto acho que não havia nada que pudesse fazer... Também sou um jovem, e não consigo resistir a um beijo de alguém que amo.
“Arehh? Kaito-kun? Bom dia!”
“B-B-B-Bom dia!”
“Hmm? Arehh, você parece muito feliz...”
“É-É-É mesmo? N-N-Não s-sei do que está falando...”
Kuro parecia estar desperta agora e inclinou a cabeça para mim de forma adorável, entretanto só de vê-la fazer isso já me deixou bastante agitado.
Não é que eu tenha feito algo errado, mas não consigo me acalmar de jeito nenhum... C-Como posso dizer? Isso me faz perceber, mais uma vez, o quão superficial é minha experiência em relacionamentos.
Aliás, Kuro, pare de inclinar a cabeça com essa camisa larga... Ela vai escorregar do seu ombro...
Enfim, decidi mudar de assunto, embora de forma um tanto forçada, porque sabia que não seria bom continuar assim.
“A-Aliás... Kuro, você tem dificuldade para acordar de manhã?”
“Hmm! Faz um tempo que não durmo, então não sei bem.”
Parece que, para um demônio de alto escalão como Kuro, comer e dormir não são uma necessidade, e sim um tipo de passatempo.
Na verdade, Kuro disse que não dormia há centenas de anos ou algo assim.
“O braço do Kaito-kun é tão quentinho e me senti tão confortável... Que sem perceber, acabei adormecendo!
“...”
Por que está corando enquanto diz essas coisas? Pode parar com isso, por favor? Meu raciocínio está prestes a ser destruído, sabia? Já estou quase morrendo, sabia?
Sentindo-me envergonhado e com uma coceira insuportável, como se minha cabeça fosse explodir, Kuro bateu palmas como se tivesse se lembrado de algo.
“É mesmo! Nosso encontro vai acontecer hoje, não é?”
“Hã? Ah, sim.”
“Preciso ir para casa me arrumar! Já volto!”
“E-Entendido.”
Kuro anunciou apressadamente que voltaria assim que pudesse se arrumar para o nosso encontro, e pensei que fosse para casa... Porém assim que ativou sua Magia de Teletransporte, ela desfez o círculo mágico e se virou para mim com um sorriso.
“Quase me esqueci...”
“Hmm?”
“Kaito-kun, Kaito-kun, chegue mais perto.”
“O que foi?”
Inclinando a cabeça perto de Kuro, que me chamou com um gesto, ela agarrou minhas roupas e, apoiando-se na ponta dos pés, ergueu seu pequeno corpo e encostou os lábios na minha bochecha.
“Hã?”
“Ainda não te dei meu beijo de bom dia.”
Não, você só não se lembra, mas já deu faz um tempo.
Contudo, nenhum comentário saiu da minha boca enquanto observava o sorriso tímido e envergonhado de Kuro, sentindo meu rosto arder de vergonha.
“Bem, então, te vejo depois!”
“S-Sim.”
Então, Kuro acenou com a mão de forma fofa e saiu com um sorriso radiante. Ao vê-la partir, fiquei olhando fixamente para o lugar onde desapareceu, colocando a mão na bochecha que ela beijou.
Precisamos nos encontrar de novo para começar nosso encontro, então vim até a praça da fonte onde encontrei Kuro.
Pensando bem, foi aqui que a conheci... Naquela época, fiquei muito confuso por ter sido transportado de repente para outro mundo, então nunca imaginei que esse lugar teria um espaço especial no meu coração.
Entretanto, progredi com Kuro, e agora somos namorados... Agora somos... Namorados...
Espere um segundo. Pensando melhor, não significa que este é o nosso primeiro encontro desde que começamos a namorar?
Hã? O que eu faço...? Somos namorados agora, então deveria ser diferente da última vez que saímos, certo? Mas, afinal, o que devo fazer hoje?
É horrível ter de dizer, porém sou virgem e, como é esperado, nunca namorei uma garota antes.
Isso significa que Kuro é minha primeira namorada... Contudo o que exatamente os namorados fazem? Ou melhor, o que diabos significa ser namorado?
Isto é ruim, estou ficando muito nervoso... Como vou falar com a Kuro agora? Sou o cara aqui, então devo tomar a iniciativa, né?
No entanto, Kuro é muito mais velha e conhece esse mundo como a palma da mão. Existe algo que posso sugerir a ela?
Pensei em um curso de encontros, mas... Será que seria uma boa ideia? Será que Kuro gostaria? Estou começando a ficar absurdamente ansioso... Pelos deuses do mundo, vocês não podem pelo menos me dar uma dica?
Com a consciência renovada de que somos namorados, respirei fundo na tentativa de me acalmar, pois estou ficando cada vez mais nervoso.
Porém, para o meu azar, meu nervosismo não parou o tempo e a situação não esperou que eu me acalmasse.
“Kaito-kun! Desculpe a demora!”
“???”
Virando a cabeça na direção da sua voz... Vejo um anjo descer.
Junto com uma túnica com babados que a deixa mais feminina do que o normal, Kuro está usando sua jaqueta preta sem mangas, marca registrada que costuma usar em público, contudo... E-Ela está até usando uma saia...
Sim, em vez do seu estilo usual de shorts, está usando uma saia plissada, que é muito mais feminina, tornando Kuro, que já é estranhamente fofa, ainda mais deslumbrante.
Incapaz de desviar o olhar, eu a encarei enquanto sentia meu coração disparar, e só consegui abrir a boca depois que ela chegou na minha frente.
“N-Não, acabei de chegar também, então... Aliás, errr, suas roupas.”
“Tentei usar algo um pouco diferente hoje... Ficou estranho em mim?”
“A-Acho que ficou ótimo... Você está muito fofa.”
“Ah... Ehehe, obrigada! Kaito-kun sempre parece tão legal... No entanto está ainda mais legal do que antes!”
“A-Ahhh, obrigado.”
Nossa troca de elogios me deixou mais nervoso do que já estava... Não consigo me acalmar.
É-É assim que um encontro de verdade funciona, né...? S-Será que vai dar tudo certo?
Querida mãe, querido pai — finalmente tenho minha primeira namorada, e hoje é nosso primeiro encontro desde que começamos a namorar... Era para ser assim, entretanto estou tão nervoso, parece que minha boca não está funcionando direito, meu coração está acelerado e não consigo me acalmar. Ou melhor, vocês não podem me responder, por favor — o que os namorados fazem em um encontro?
Notas do Autor:
Serious-senpai: “Ubfuoohh!”
L-Lolicon! Oficiais, é por ali!
E com isso, ela deu um leve empurrãozinho como abertura. A Kuro carinhosa fica muito fofa.
***
Link para o índice de capítulos: I Was Caught up in a Hero Summoning, but That World is at Peace
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