Capítulo 177: Sentindo a felicidade
O primeiro encontro depois que Kuro e eu começamos a namorar... E minha cabeça já estava prestes a ferver desde o início.
“Ehehe, um encontro com o Kaito-kun...”
Com um sorriso feliz no rosto, Kuro segura meu braço com carinho.
Não é só como se estivéssemos de mãos dadas, estávamos literalmente abraçados... Então era inevitável que os seios pequenos, embora sem dúvida volumosos, de Kuro estivessem pressionados contra mim, fazendo meu coração bater descontroladamente rápido.
“Kaito-kun? Será que você está nervoso?”
“Hã? Ah, sim... Eu... Nunca tive uma namorada antes... Errr, então estive pensando no que deveria fazer.”
Conto para Kuro, que pelo visto notou que estou nervoso, como de fato me sinto.
Claro, também estou nervoso porque consigo sentir a maciez dos seus seios no meu braço, porém estou ainda mais nervoso com o nosso encontro em si.
Estou tão nervoso por tê-la como minha namorada que sinto que o plano para o encontro que tinha pensado antes estava escapando da minha mente.
“Estava pensando no que poderíamos fazer agora que somos namorados...”
“Kaito-kun também é o meu primeiro namorado, então, pra ser sincera, também não sei.”
Ao ouvir minhas palavras, Kuro deu um sorriso tímido e, enquanto ainda me abraçava pelo braço... Ela entrelaçou seus dedos nos meus.
“Contudo acho que algo assim já está ótimo para mim.”
“Eh?”
“Estar com o Kaito-kun me faz muito feliz. E você?”
“Eu também... Sim. Estou feliz.”
Acenei com a cabeça para Kuro, que me lançava um olhar gentil e acolhedor e falava comigo com um sorriso encantador que conseguia me cativar, fazendo-me corar um pouco.
Quando estou com a Kuro, me sinto calmo e tranquilo, no entanto também fico nervoso ao ver seus gestos fofos e vulneráveis.
Ela é extrovertida e carinhosa, e sempre que me viro para olhá-la, vejo seu sorriso... E sinto um alívio enorme.
Talvez, não, tenho certeza... Essa é a sensação de felicidade.
“Tenho certeza de que tudo vai ficar bem. É claro, pode haver muitas coisas que não sabemos e não entendemos porque é a nossa primeira vez. Entretanto é só porque ‘ainda não sabemos’.”
“Hummm.”
“Então, vamos ficar assim, conversar sobre todo tipo de coisa, rir juntos... E aprender um pouco mais juntos... Tudo bem?”
“Sim.”
De alguma forma, mesmo depois de termos nos tornados namorados, continuo não conseguindo competir com a Kuro.
Mas, não me sinto desconfortável com isso e, na verdade, me enche de felicidade.
Quando pensava que ela estava inocentemente me bajulando, Kuro percebia minha ansiedade e de forma bastante gentil me empurrou para frente.
Parece tão infantil, porém é tão madura, inocente, contudo conseguia sentir seu afeto profundo e terno. Acho que é isso que mais me atrai na Kuro.
É. Vamos parar de pensar tanto a respeito.
Por enquanto, vou aproveitar ao máximo esses momentos felizes...
“Certo! Então, que tal irmos?”
“Unn!”
Quando apertei a mão da Kuro um pouco mais forte, sua resposta foi com um sorriso largo, tão caloroso quanto o sol, com as bochechas coradas.
Levei Kuro, que gosta de comer doces enquanto caminha, não para a rua cheia de carrinhos enfileirados, e sim para uma rua um pouco mais moderna, com várias confeitarias e restaurantes.
É uma rua que Sieg tinha me falado sobre antes, e achei que seria um bom lugar para sair com a Kuro.
“Fuwaaahhh... Kaito-kun, olha, olha! Esse parece muito gostoso!”
“Ahaha, com certeza parece gostoso. No entanto parece meio diferente, será que é isto?”
“Sim. Camadas finas de doce empilhadas. Tem um gosto ótimo e derrete na boca.”
“Heehhhh!”
Quando entrei na pequena loja de doces, vi Kuro, que adora doces, me puxando pelo braço enquanto seus olhos brilhavam e começava a olhar dentro da loja.
O doce que Kuro me mostra é translúcido e em formato de onda, e parecia ser feito de pedaços finos de doce.
Além daquela pilha de doces, todos os outros doces da loja pareciam coloridos e deliciosos.
“Todavia, se é a Kuro, acho que não é tão raro ver um doce assim, né?”
“Não é bem assim. Mesmo conhecendo este lugar, estou me divertindo olhando para eles desse jeito... E como estou com você, Kaito-kun, eles parecem muito mais apetitosos do que o normal.”
Embora parecesse saber de muita coisa, era uma experiência nova para ela e estava realmente gostando, pois parecia estar se divertindo enquanto olhava para cada doce com um sorriso no rosto.
Com os recursos que possuía, seria fácil para Kuro comprar todos os produtos da loja, mas se o fizesse, os outros clientes não poderiam comê-los, então acabou comprando apenas os doces que mais gostou.
“Ah, Kuro, eu pago.”
“Hã? Mas tenho muito mais dinheiro do que...”
“Ainda assim, errr, n-nós estamos num encontro, e como homem, quero pelo menos aparentar poder fazer melhor... E-Enfim, vou pagar essa.”
“Ah, hum!”
Apesar de ter ficado confusa quando me ofereci para pagar a dívida na lanchonete do sanduiche de urso vermelho, hoje pareceu entender minhas intenções e concordou com um sorriso radiante.
Depois que compramos alguns doces e saímos da loja, Kuro, ainda sorrindo, tirou um doce da bolsa e me ofereceu.
“Aqui, Kaito-kun. Vou te dar um pouco.”
“Eh? E-Espere... Kuro?”
“Aqui, rápido, ahhn.”
“Errr, a-ahhn.”
Incapaz de recusar, ao me oferecer doces com um sorriso feliz, tive o prazer e o constrangimento de ser alimentado com doces por uma garotinha no meio de uma rua pública.
Senti claramente os dedos macios de Kuro na minha boca, a doçura do doce e a sensação dos seus dedos nos meus lábios.
Senti o calor subir ao meu rosto outra vez, sem saber se deveria ter previsto isso, quando Kuro me olhou expectante e abriu a boca.
“Ahhn.”
“...”
Por mais que olhe, parece óbvio que ela também quer que eu a alimente. Como esperado, até alguém como eu entenderia seus gestos.
C-Como posso dizer, para ser honesto, em vez de ela me alimentar... Estou me sentindo mais nervoso em alimentá-la...
Sentindo minhas mãos tremerem um pouco e o som do meu engolir sendo terrivelmente alto, tirei um doce do pacote e o levei até a pequena boca de Kuro.
“Whaum.”
“!?”
E então, Kuro o comeu com muito mais vigor do que imaginei, enquanto sentia meus dedos, até a primeira articulação, entrarem na boca dela.
Sentindo a sensação úmida, embora quente, na ponta dos meus dedos, um arrepio percorreu meu corpo inteiro... Sentindo aquela sensação eletrizante, tentei tirar meu dedo da boca de Kuro devagar.
“Hnnn.”
“!!!??”
No instante em que meu dedo saiu da sua boca, Kuro deu uma última lambida na ponta dos meus dedos, como se não quisesse que eles saíssem.
Sentindo como se tivesse levado uma martelada na cabeça, me virei para Kuro com uma expressão de quem ia explodir de vergonha, apenas para vê-la meio envergonhada, com as bochechas coradas enquanto me encarava.
“Tem um gosto melhor do que quando eu como.”
“É... É mesmo...?”
“Ainda temos muitos aqui, então vamos nos revezar para alimentar um ao outro!”
“...”
Ainda temos muitos? É sério? Eu... De fato, elas parecem pequenas individualmente, e compramos uma quantidade considerável... Então, se for fazer uma estimativa aproximada, restam pelo menos 10 balas no pacote.
Quer dizer que terei que experimentar essa sensação celestial e esse constrangimento infernal pelo menos cinco vezes daqui para frente...
E o pior é que Kuro pode ter Magia de Inibição de Reconhecimento, mas eu não tenho... E estamos fazendo isso em uma rua bem grande e movimentada... Hein? Que diabos é esse joguinho de vergonha?
Querida mãe, pai — desde que nos tornamos namorados, como esperado, estou muito mais animado para sair em um encontro com a Kuro do que antes, e não consigo evitar que meu coração dispare a cada gesto dela. No entanto, mesmo estando nervoso e sem conseguir me acalmar de jeito nenhum — como esperado, ainda me sinto feliz.
Notas do Autor:
Quero bater nele! Só bater nas paredes não é suficiente! Me desculpem, pessoal! Acho que vou enlouquecer primeiro...
Acho que garotas jovens e receptivas são as melhores, você pode sentir os seios dela, ser o seu amante e se alimentar mutuamente? Kaito, vá explodir... Não, por que só não morre?
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Link para o índice de capítulos: I Was Caught up in a Hero Summoning, but That World is at Peace
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