terça-feira, 19 de maio de 2026

Maou no Ore ga Dorei Elf wo Yome ni Shitanda ga, Dou Medereba Ii — Volume 01 — Capítulo 06

Capítulo 06: Epílogo

O sol da manhã se estendeu após a longo romper da aurora.

O monstro voltou para casa ao comando de Zagan. Não sabia de onde fora invocado, mas com certeza era uma área completamente desconhecida para ele.

Logo depois disso, a caverna começou a desabar, e Zagan foi forçado a escapar carregando Nephy, Chastille, Manuela e até mesmo Barbatos.

Bem, na verdade achou surpreendente ter conseguido escapar a tempo.

Em uma avaliação sincera sua, não havia como ter conseguido, porém quando pensou que tudo estava perdido, aqueles três Cavaleiros Angelicais apareceram para o resgate. E como carregavam Chastille e Manuela, todos conseguiram escapar.

Pensou que eles seriam completos inúteis, contudo no final, os três foram de grande ajuda.

Bem, até o fim, eles continuaram reclamando de forma irritante: “Estávamos priorizando apenas a segurança da senhorita Chastille e da civil, então não é como se estivéssemos cooperando com um feiticeiro maligno ou os ignorando”.

E assim, levaram Chastille embora. Também recuperaram a Espada Sagrada que Barbatos havia confiscado. No fim, não teve chance de trocar palavras com ela, já que Chastille seguia inconsciente.

Depois que a levaram embora, Manuela também voltou para casa.

— Tudo o que resta agora é vocês dois conversarem, ok?— ela deixou essas palavras intrometidas para trás quando se separaram.

E então, os únicos que restaram olhando para a caverna desmoronada foram Zagan, Nephy e Barbatos. Enquanto encarava os destroços de rochas, Zagan fez uma pergunta a Barbatos.

— Então, o que vai fazer? Vai continuar?

— Haaa, o que espera que eu faça depois de ver aquele monstro?

Apesar de ser imperfeito, Zagan mostrou que podia escravizar o monstro... Mesmo agora, ele não sabia se deveria chamá-lo de “demônio”.

Nesse momento, pareceu que toda a hostilidade de Barbatos havia se dissipado.

— Então, como vai ser? Se eu trouxer umas bebidas boas, serve como um pedido de desculpas, é isto?

— É, contudo espero algo de primeira classe.

— Sim, sim.

Depois que Barbatos conseguiu se recuperar a ponto de ficar de pé, ele desapareceu.

Aquele homem certamente ainda estava tramando para pegá-lo desprevenido com uma armadilha. No entanto, Zagan não se importava.

Ele era esse tipo de homem, portanto, aos seus olhos, não precisava ser morto. Não conseguia odiar seu amigo indesejado, então o deixou vivo.

Depois disso, Zagan e Nephy enfim ficaram sozinhos.

O que devo fazer...? O que devo dizer...? Apesar de ter conseguido conversar com ela direito durante o último meio mês, havia voltado a perder toda a coragem.

De qualquer forma, fazia apenas um dia desde que Zagan havia machucado Nephy e a expulsado.

Com o suor escorrendo pela testa, a primeira a falar foi Nephy.

— Mestre, eu quero... Ficar ao seu lado.

— Tem certeza? Eu a tratei muito mal, então não precisa se forçar.

— Mestre, com você... Está tudo bem.

E Zagan talvez tenha se deixado encantar por ela com isso.

O quê? Você ficou mais forte, não é?

Comparada a Zagan, que seguia perdido tentando articular uma única palavra, Nephy era muito mais forte. E então, Zagan respondeu com uma expressão preocupada.

— No entanto, não pode ser como antes.

— Não... Pode?

— Sim, não pode.

Enquanto Zagan se ajoelhava diante de Nephy, ele a encarava em seus olhos azuis.

Tinha palavras que precisava transmitir a ela. Precisava dizer que não a deixaria sozinha nunca mais. Precisava que ela soubesse que a protegeria, mesmo que tivesse que usar toda a autoridade de um Arquidemônio.

Era até onde estava disposto a ir para mantê-la ao seu lado para sempre. E acima de tudo... Eu... Gosto da Nephy. Estou apaixonado por ela.

Nephy ainda desejava voltar para o seu lado depois de tê-la magoado tanto. Se esses sentimentos não tivessem sido transmitidos a ele, não teria tido coragem suficiente para falar o que pensava.

Depois de acalmar a respiração, seus lábios se abriram para falar.

— Não quero que me chame de Mestre... Use meu nome.

Nephy o encarou, maravilhada, depois de ouvir o que disse.

— “Mestre” não serve?

— Sim, não serve. Se me chamar assim, será uma escrava, não importa quanto tempo passe, e não serei nada além do seu dono, certo?

Zagan agarrou os ombros da perplexa Nephy.

— Nem escrava, nem serva, nem mesmo discípula... Não quero que nosso relacionamento seja nada disso.

— O-O que quer dizer...?

Suas orelhas pontudas começaram a tremer como se estivessem convulsionando.

E Zagan também tremia enquanto falava.

— Quero dizer, eu te a... o...

Eu te amo. Essa simples frase não saía, como se estivesse presa em sua garganta.

Sua garganta estava seca e ressecada, então suas palavras foram apagando. Havia derrotado Barbatos em um instante e até repelido um demônio, entretanto agora seu joelho tremia de forma patética.

E quando aquela discórdia dentro dele chegou ao fim, algumas palavras estranhas jorraram de sua boca.

— Você me pertence. Para sempre, até que um de nós morra, não, mesmo depois da morte!

Depois de fazer tal declaração, ele caiu no chão, claramente desolado.

Por que não consigo expressar uma simples palavra, “amor”! Seu coração foi roubado no instante em que a viu. Desejando ser amado por ela, tentou todas as maneiras possíveis durante o último meio mês. Mesmo assim, por ser um covarde tímido, acabou apenas a magoando. E embora fosse o momento perfeito para abrir seu coração e expressar seus sentimentos, Zagan foi incapaz de fazê-lo.

Enquanto lágrimas começavam a brotar em seus olhos devido à sua própria incompetência, Nephy respondeu repleto de alegria.

— Sim!

Ela assentiu como sempre, sorrindo como uma flor desabrochando.

Nephy... Sorriu...

Aquela foi a primeira vez que Zagan viu tal expressão. E, como estava involuntariamente fascinado por aquilo, Nephy tirou os fragmentos de sua coleira. Até algumas horas atrás, esta estava enrolada em volta do seu pescoço. Todavia, como foi removida com a chave, não estava quebrada.

— Você... Poderia, por favor, colocá-la de volta em mim?

— Não, isso não serve, né? É uma coleira de escravos... — enquanto Zagan começava a falar, Nephy colocou o dedo indicador nos seus lábios.

— Está ótimo. Para o Mestre e para mim... — quando começou a dizer algo, o som das palavras de Nephy foi reduzido a murmúrios, como se estivesse preocupada em como continuar.

— Não foi isso que nos conectou, Mestre Zagan e eu?

Ao ouvir essas palavras, Zagan pegou a coleira da qual a libertara. Não conseguia expressar seus sentimentos. E, apesar disso, Nephy estava lhe dizendo para colocar a coleira nela. Como se... Fosse um anel de votos.

Era grosseiro demais chamá-lo de anel de noivado, mas para os dois, era inegavelmente uma “prova”, por assim dizer.

— Certo, entendi.

E então, Zagan apertou a coleira no pescoço de Nephy.

Selou a mana de Nephy, acorrentou-a e, de modo geral, era um amontoado de ferro desagradável de se olhar, porém, ainda assim, era um símbolo de felicidade para os dois.

Depois disso, Nephy inclinou a cabeça para o lado enquanto encarava Zagan sem expressão.

— Hmm, Mestre Zagan.

— Sim?

— Qual é exatamente a nossa relação se não sou sua escrava, serva ou discípula...?

O rosto de Zagan se enrijeceu. Sou eu quem quer fazer essa pergunta! Quero que sejamos amantes, pensou, com o rosto angustiado por não conseguir pronunciar essas palavras.

Eu, um Arquidemônio, fiz de uma escrava elfa minha noiva, contudo como expresso meu amor por ela? E, do fundo do coração, ele rezou para que alguém o ensinasse.




Posfácio

Olá a todos, este será nosso primeiro encontro. Vim apresentar a vocês “Maou no Ore ga Dorei Elf wo Yome ni Shitanda ga, Dou Medereba Ii”! Meu nome é Fuminori Teshima.

Esta história narra o encontro entre um homem que, apesar de possuir um poder imenso, viveu uma vida cruel, e uma bela jovem com um destino triste. É uma ótima comédia romântica sobre o aprofundamento de seus laços, ou pelo menos é o que espero...

Bem, brincadeiras à parte, é uma história de fantasia muito boa, algo que não escrevo há tempos.

Há espadas e magia, elfos e aves, teriantropos com orelhas de animais e afins. Há também deuses, arquidemônios, demônios e muito mais! Além do mais, este é um mundo onde se usa moeda feita de ouro e prata. E, para completar, nosso protagonista é um jovem que roubou comida quando criança e apanhou por isso.

Após se apaixonar à primeira vista por uma elfa, o jovem descobriu algo que não poderia obter apenas pela força. Pois, veja bem, um feiticeiro que se trancava em uma sala de pesquisa escura como ele não possuía habilidades de conversação.

Seria bom se você pudesse continuar a zelar por um primeiro amor tão patético.

Bem, acredito que já faz uns dois anos desde que escrevi uma história de fantasia com elementos de RPG. É de certa forma nostálgico e constrangedor ao mesmo tempo.

Falando em muito tempo, sobre COMTA, que ficou responsável pelas ilustrações deste volume. Aliás, também foi o responsável ​​pela série chamada “The Blunder of Shadow Butler Mark”. Então, esta é a segunda vez que trabalhamos juntos.

Por causa disso, fiquei aliviado, já que não precisei me preocupar com a qualidade da arte.

Sobre meus planos daqui para frente, em fevereiro, sairá o lançamento da versão em romance do segundo volume de “Desktop Army Hamelin’s Whistling Fairy”.

Estou cuidando da novelização do anime que será transmitido na próxima primavera, “Frame Arm Girls”, e também pretendo finalmente lançá-lo em abril pela Famitsu Bunko. Além disso, preparei outro novo trabalho com a Famitsu Bunko, então acredito que será lançado por volta da mesma época.

Há vários outros novos trabalhos em andamento, porém estes são os únicos sobre os quais posso falar no momento. Acho que meus outros novos trabalhos provavelmente estarão à venda na época das chuvas.

De qualquer forma, fico feliz que meu trabalho tenha chamado sua atenção desta vez.

Agradeço a quem teve paciência com o planejamento deste livro e por fornecer todos os tipos de ótimos feedbacks, K. O ilustrador que me forneceu imagens doces e lindas, COMTA. A todos que participaram do design da capa, revisão, divulgação e tarefas semelhantes. Aos meus filhos, que têm preparado omelete, arroz e outras coisas para mim. E a vocês, meus queridos leitores, que pegaram este livro e estão lendo estas palavras neste exato momento.

Muito obrigado!



Janeiro de 2017: Numa noite em que desejo construir modelos de plástico.
— Fuminori Teshima

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Link para o índice de capítulos: Madome

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