Capítulo 27
Grant carregou o carrinho de mão atrás de si. Ocasionalmente, se ajoelhava, exausto, e Muriel pressionava o cano contra seu crânio e o encorajava num gentil tom a continuar. Se ele tivesse revidado, teria tido uma chance. Poderia dominá-la sem dificuldade, mas nunca o fez. Era covarde demais.
Ela olhou para trás através da névoa vaporosa que se instalara sobre a praia e transformara a paisagem em um nada cinzento e opaco. Mesmo sem poder vê-los, tinha certeza de que os homens a seguiam. Se não fosse pelo haar, já teriam atirado.
Grant tropeçou e caiu, quase derrubando o carrinho de mão. Seu olhar se voltou para Muriel.
— Não consigo continuar! — disse, ofegante e sem fôlego, com as bochechas vermelhas como beterraba. Não era muito mais jovem do que ela, supôs. Final dos sessenta, início dos setenta. Pessoas assim não precisavam se manter em forma e ativas.






