quinta-feira, 2 de abril de 2026

Maou no Ore ga Dorei Elf wo Yome ni Shitanda ga, Dou Medereba Ii — Volume 01 — Capítulo 00

Capítulo 00: Prólogo















O que exatamente devo fazer a respeito disso...? Zagan se viu em uma situação bastante delicada.

Ele estava em seu castelo, cujo piso era de carvalho envelhecido, uma combinação perfeita para as paredes de pedra cobertas de musgo. Havia tapetes no chão e ornamentos adornando as paredes, numa tentativa de disfarçá-los, mas Zagan nunca se preocupou com a organização.

Fazia pelo menos duzentos anos desde sua construção, e era um castelo isolado, com uma atmosfera sombria.

Porém, diante de Zagan, que estava sentado no trono do castelo com as pernas cruzadas e recostado, estava uma jovem que permanecia imóvel e silenciosa.

A primeira coisa que cativava a atenção era seu cabelo branco como a neve, que chegava até a cintura. Em seguida, havia a fita carmesim que adornava seus cabelos. Ela tinha um rosto pequeno, grandes olhos azuis como o céu de verão e lábios de um rosa pálido.

Cobrindo seus membros delicados, havia um vestido branco, e através da abertura no peito, podia-se vislumbrar duas grandes protuberâncias, que que criavam um forte contraste com sua figura esguia.

Contudo, seus olhos carregavam um profundo pesar, e suas orelhas afilavam-se em uma ponta.

Um membro da lendária raça que fora chamada de fadas de Norden desde os tempos antigos... Uma elfa.

Uma indivídua com cabelos brancos como a neve era especialmente rara e dizia-se que possuía um poder tremendo.

Essas garotas eram consideradas mais próximas da divindade do que os humanos, no entanto era precisamente por causa dessa santidade que não era pequeno o número de humanos que as visavam. Um único fio de cabelo, uma única gota de sangue, ou mesmo as próprias vidas dessas garotas detinham um poder insondável como catalisador mágico.

E ao redor do pescoço daquela garota efêmera e mística... Havia uma coleira grosseira com uma corrente presa.

Uma coleira de escrava.

E assim, a própria existência dessa garota era a identidade da angústia de Zagan.

Como devo começar uma conversa com a garota que amo...? Algumas horas atrás, quando se apaixonou à primeira vista por essa elfa e acabou comprando-a, ele conseguiu manter a linha. Todavia, como Zagan quase não tivera oportunidades na vida de conversar com uma garota em idade de casar, agora estava perdido. Não tinha ideia de como conquistar o coração do sexo oposto.

A garota em questão também era uma compra que havia feito, então tinha o status social de uma escrava. Talvez por causa da tensão, sua expressão estava rígida. Chegava a tal ponto que podia ser descrita como inexpressiva.

Mesmo assim, sabia que não podia ficar em silêncio para sempre. Tinha que dizer alguma coisa.

Zagan tentou recitar as palavras em sua cabeça.

“O céu está lindo, não é?”... Não. Isso não serve. Nem um pouco.

Este era um cômodo sem janelas, e se alguém olhasse para o teto, poderia ver correntes enferrujadas penduradas em vários instrumentos de tortura. Além do mais, para começar, o tempo lá fora deveria estar nublado.

Não importava como considerasse, aquilo não era bom. Nesse caso, o que deveria dizer?

“O que você acha deste castelo?” Espere, pense com calma. Este não é um castelo abandonado, repleto de cadáveres e aparatos de feitiçaria? Parece um local de execuções ou o próprio inferno, não é? Essa foi a única resposta que lhe veio à mente.

Ou melhor, agora se arrependia de não ter ao menos limpado o lugar antes de trazê-la consigo.

E então aconteceu, justo quando meia hora havia se passado. Quem falou primeiro... Não foi Zagan.

— Mestre. O senhor me permitiria... Uma pergunta... Talvez? — era uma voz calma e agradável, como o som de um sino.

— O quê? — tendo dado uma resposta direta, Zagan estava sem saber o que fazer.

Dito isso, é como se eu estivesse me irritando, não é? Mesmo que ela enfim tivesse falado com ele, tinha acabado de estragar tudo. E enquanto Zagan se contorcia de agonia, a garota disse o seguinte num tom como se não sentisse absolutamente nada.

— Como... Você vai... Me matar?

Zagan ficou boquiaberto em completo espanto.

— Espere! Por que eu te mataria?

— Hã...? Eu... Estou enganada? — enquanto falava, a garota olhou para os objetos pendurados nas paredes e no teto.

Serras com sangue manchada nelas, caixões de ferro com longas agulhas presas na parte interna, tesouras de vários formatos e tamanhos, e muitos outros objetos perigosos e incomparáveis ​​se encontravam espalhados como se fossem meros enfeites.

Eram instrumentos de tortura deixados pelo antigo dono do castelo.

E antes disso, também deixei o cadáver do intruso desta manhã no saguão. Não é de admirar que esteja assustada...

Pensando bem, sentiu como se o corpo da garota tivesse enrijecido ao ver aquele cadáver, que era o corpo de alguém que teve um fim violento, com a cabeça explodida.

Se existisse um feiticeiro que levasse uma garota a um lugar tão assustador e dissesse gentilmente “Sou um cavalheiro. Não farei nada assustador com você”, então o próprio Zagan tomaria a iniciativa de lhe dar uma boa surra.

Suando, um suor frio escorreu por sua espinha.

Olhando nos olhos da garota que parecia ter perdido qualquer vestígio de esperança, Zagan não conseguiu apresentar desculpas.

O início dessa situação... Bem, aconteceu na manhã deste mesmo dia.

***

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